PF deflagra nona fase da Operação Unha e Carne com buscas na Barra da Tijuca contra grupo suspeito de ocultar patrimônio
Policiais federais cumprem quatro mandados de busca no Rio, expedidos pelo ministro Alexandre de Moraes, contra organização suspeita de lavar dinheiro por meio de imóveis de luxo, aeronaves e empresas.

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (29) a nona fase da Operação Unha e Carne, que investiga uma organização criminosa suspeita de lavar dinheiro e ocultar patrimônio por meio de uma rede de imóveis de alto padrão, aeronaves executivas, veículos de luxo e empresas.
Mandados e alvos
Nesta fase, policiais federais cumprem quatro mandados de busca e apreensão em endereços na Barra da Tijuca, na zona sudoeste do Rio. As ordens foram expedidas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo a PF, as buscas têm como alvo salas comerciais que seriam usadas como estruturas operacionais e administrativas do grupo, além de um imóvel residencial ligado a um dos principais operadores identificados. O objetivo é apreender documentos, dispositivos eletrônicos, registros contábeis e outros materiais que possam contribuir para as apurações.
Origem da nova fase
A etapa partiu de informações obtidas depois da quinta fase da operação, principalmente da análise de dados extraídos do celular de um dos investigados. O material revelou novos endereços, empresas e bens que teriam sido usados pela organização para administrar, ocultar e movimentar recursos.
Os investigadores identificaram indícios de uso frequente de dinheiro em espécie, de movimentações financeiras de difícil rastreamento e de empresas brasileiras e estrangeiras, inclusive em países e territórios com tributação favorecida. Há ainda suspeita de que entidades religiosas e holdings patrimoniais tenham sido usadas para esconder os verdadeiros proprietários de bens de alto valor.
Fases anteriores
A quinta fase teve como alvos o contraventor Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, o pastor e empresário Márcio Poncio, que foi preso, e Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio. Também foram feitas buscas contra Marco Antônio Cabral, filho do ex-governador Sérgio Cabral.
A fase mais recente, de 15 de outubro, levou à prisão de seis pessoas, entre elas o deputado estadual eleito Márcio Canella e o ex-secretário de Polícia Civil e delegado Marcus Amim. Segundo o relato, os presos negam irregularidades. Os alvos da nona fase não tiveram manifestação incluída neste texto.
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