Ir para o conteúdo
Ministério da Notícia
Operação Unha e Carne

PF diz que empresa do ex-chefe da Polícia Civil do Rio recebeu R$ 1,8 milhão de investigada e que posto adiantou R$ 1,6 milhão para compra de casa

Segundo a PF, os repasses de cerca de R$ 70 mil por mês seriam pagamento por proteção do delegado Marcus Amim. As defesas dele e do deputado Márcio Canella dizem que não vão se pronunciar até ter acesso aos autos.

Redação MNBrasil2 min de leitura
PF diz que empresa do ex-chefe da Polícia Civil do Rio recebeu R$ 1,8 milhão de investigada e que posto adiantou R$ 1,6 milhão para compra de casa
Foto: Ministério da Notícia

Uma empresa do ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro Marcus Amim e de sua mulher recebeu R$ 1,821 milhão de uma companhia investigada na Operação Unha e Carne, em repasses mensais de cerca de R$ 70 mil, segundo a Polícia Federal. As informações são da PF e ainda não foram julgadas. As defesas de Amim e do deputado estadual eleito Márcio Canella informaram que não vão se pronunciar até ter acesso aos autos.

Os repasses

Segundo a PF, a quebra do sigilo bancário identificou transferências da ADM Oil Prestadora de Serviços para Postos de Gasolina para a Mamim Consultoria, empresa de Amim e de sua mulher, Lylyane Maia Correia Costa. Os pagamentos ocorreram entre 9 de abril de 2024 e 8 de maio de 2026, em valores de aproximadamente R$ 70 mil mensais, que somaram R$ 1,821 milhão. Para os investigadores, o padrão é compatível com o uso de uma consultoria fictícia para dar aparência legal a pagamentos que, na prática, remunerariam proteção e influência do delegado.

A compra da casa

A investigação também identificou que um posto de combustíveis ligado ao grupo adiantou R$ 1,62 milhão para a compra, por Amim, de uma casa de R$ 3,28 milhões em Camboinhas, em Niterói, na Região Metropolitana do Rio. A PF afirma que o imóvel foi pago com dinheiro vivo e transferências de um posto ligado a policiais. Segundo as investigações, Amim seria sócio oculto da Gasmix Alcântara, e mensagens reforçariam indícios de tratamento extraoficial de assuntos particulares.

O papel atribuído a Amim

De acordo com a PF, o grupo usava uma rede de postos de combustíveis para lavar dinheiro e contava com agentes públicos para proteger suas atividades. Os investigadores apontam Amim, que também presidiu o Detran-RJ, como responsável pela proteção institucional do esquema.

A operação

Amim foi preso nesta quinta-feira (15), na 8ª fase da operação, junto com Canella, ex-prefeito de Belford Roxo e segundo deputado estadual mais votado do RJ nas eleições deste ano, e com quatro inspetores da Polícia Civil. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou as prisões e buscas. O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) apontou movimentação de R$ 7,6 bilhões na rede investigada.

WhatsAppSalvar

Quer a sua marca aqui? Anuncie no Ministério da Notícia

Leia também

Canal no WhatsApp