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OPERAÇÃO UNHA E CARNE

PF diz que Márcio Canella é "patrono político" de organização criminosa ligada ao Comando Vermelho

Segundo a Polícia Federal, o deputado eleito seria o elo entre o poder público, uma rede de postos de combustíveis usada para lavar dinheiro e integrantes do grupo. A PF afirma que o esquema movimentou R$ 7,6 bilhões. As afirmações são da corporação.

Redação MNBrasil2 min de leitura
PF diz que Márcio Canella é "patrono político" de organização criminosa ligada ao Comando Vermelho
Foto: Ministério da Notícia

A Polícia Federal classifica o deputado eleito Márcio Canella (União), preso na manhã desta quinta-feira (15), como "patrono político" e "articulador de alto escalão" de uma organização criminosa ligada ao Comando Vermelho. Segundo os investigadores, Canella seria o elo entre o poder público, uma rede de postos de combustíveis usada para lavar dinheiro do crime organizado e integrantes do grupo alvo da mais recente fase da Operação Unha e Carne. A PF afirma que o esquema movimentou R$ 7,6 bilhões. Tudo o que está nesta reportagem são afirmações da corporação, e o deputado ainda não foi julgado.

O que a PF aponta

No pedido de operação feito ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, a PF diz que a organização tem um "ecletismo econômico e pragmatismo geopolítico que transcendem cisões faccionais" e que estabeleceu "pontes operacionais com milícias e com o tráfico de drogas" para garantir controle territorial e "blindagem política".

Como exemplo de favorecimento, a corporação cita a nomeação, para o quadro de secretários municipais de Belford Roxo, de ex-vereadores investigados por ligação com milícia.

Bens apreendidos e áudios

A PF afirma que Canella também é destinatário de valores de crimes cometidos pelas organizações. Entre os bens apreendidos no inquérito estão um "vasto acervo de relógios de altíssimo valor", dois veículos de luxo e duas motocicletas de grife, o que, segundo os investigadores, converge com a hipótese de lavagem de capitais.

A corporação diz ainda que áudios divulgados pela imprensa dão mais peso aos indícios. Neles, um capitão da Polícia Militar dialoga com lideranças de cúpula do Comando Vermelho e, na avaliação da PF, agia como canal de interlocução e intermediário dos interesses da gestão municipal chefiada por Canella.

Fonte: Ministério da Notícia.

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