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CRIMES ELEITORAIS

PF já conduziu 48 pessoas e apreendeu R$ 769 mil no dia da eleição; compra de votos lidera

Balanço das 11h30 mostra casos em 12 estados e no Distrito Federal. Em Roraima, 22 pessoas foram presas em flagrante num esquema de R$ 400 por voto ligado a dois candidatos do PL.

Redação MNSegurança3 min de leitura
PF já conduziu 48 pessoas e apreendeu R$ 769 mil no dia da eleição; compra de votos lidera
Foto: Ministério da Notícia

A Polícia Federal conduziu 48 pessoas à delegacia e apreendeu R$ 769.278,50 em bens e valores até as 11h30 deste domingo (4), dia do primeiro turno. Desse total, R$ 363.577,50 eram dinheiro vivo. Os números são do balanço parcial divulgado pela PF.

O ritmo cresceu ao longo da manhã. No primeiro balanço, às 9h, eram 28 conduzidos e R$ 57.379 apreendidos. Até as 11h30, a PF tinha aberto cinco inquéritos e registrado 12 termos circunstanciados, usados para crimes de menor potencial ofensivo.

Os principais crimes investigados são propaganda eleitoral irregular e corrupção eleitoral, sobretudo a compra de votos. Houve ocorrências na Bahia, em Minas Gerais, Roraima, Acre, Distrito Federal, Rondônia, Amapá, Maranhão, Amazonas, Mato Grosso, Rio Grande do Sul, São Paulo e Paraíba.

175 crimes e três prisões até as 11h

O Ministério da Justiça e Segurança Pública, que soma os registros das polícias de todo o país, contou 175 crimes eleitorais e 214 ocorrências até as 11h. Foram 71 casos de propaganda irregular, 46 de compra de votos ou corrupção eleitoral e 19 de boca de urna. O Nordeste concentrou 43,5% dos registros, e o Sul, 29,4%.

Três pessoas foram presas: dois candidatos e um eleitor. O ministério não divulgou os nomes nem os estados. Desde 19 de setembro, a lei eleitoral só permite prender candidato em flagrante. Também foram apreendidos R$ 108.560 em dinheiro, quatro armas e 13 veículos.

Esquema de R$ 400 por voto em Roraima

O maior caso conhecido até agora é de Boa Vista. A PF prendeu em flagrante 22 pessoas suspeitas de participar de um esquema de compra de votos, em operação feita ao longo do fim de semana. Segundo a investigação, eleitores eram recrutados por grupos de mensagens e receberiam R$ 400 em dinheiro vivo para votar em dois candidatos do PL: Daniel Trindade, que disputa vaga de deputado federal, e o deputado estadual Márcio Agra Belota, o Marcinho Belota, candidato à reeleição. Não foi possível localizar manifestação dos candidatos até a publicação.

Boca de urna em Rondônia

Em Porto Velho, o administrador do distrito de Vista Alegre do Abunã, Davi Becker, foi preso na manhã de domingo suspeito de fazer boca de urna. De acordo com as informações divulgadas, ele atuaria como cabo eleitoral do vereador Márcio Pacele, candidato a deputado estadual.

No ano, R$ 45,6 milhões apreendidos

Em 2026, a PF já abriu 1.293 inquéritos ligados a crimes eleitorais e apreendeu R$ 45,6 milhões, dos quais R$ 30,2 milhões em dinheiro vivo.

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