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PESQUISA NA SIBÉRIA

Pesquisadora de instituto de peste morre e Rússia isola hospital

Funcionária trabalhava com doenças na Sibéria, e causa do óbito gerou alerta

Redação MNMundo2 min de leitura
Pesquisadora de instituto de peste morre e Rússia isola hospital
Foto: Ministério da Notícia

Uma pesquisadora russa faleceu na semana passada após contrair uma pneumonia de causa desconhecida em Shelekhov, cidade nos arredores de Irkutsk. Ela trabalhava no Instituto de Pesquisa Antipeste da Sibéria e do Extremo Oriente, localizado no sudeste da Sibéria. A morte gerou preocupação em meio a relatos não confirmados de que a causa teria sido peste pneumônica. As autoridades locais colocaram o hospital onde ela esteve internada em quarentena para conter riscos.

A unidade de saúde suspendeu a admissão de novos pacientes, interrompeu altas e paralisou exames laboratoriais de rotina. O prefeito Maxim Modin confirmou as restrições impostas no estabelecimento médico na última sexta-feira. Enquanto isso, o ambulatório do hospital manteve o funcionamento normal para a população. A Fábrica de Alumínio de Irkutsk também exigiu o uso de máscaras pelos funcionários como medida preventiva.

Monitoramento e investigações oficiais

A Rospotrebnadzor, agência de vigilância sanitária da Rússia, informou que testes extensivos não detectaram microrganismos ligados à rotina profissional da vítima. A chefe do órgão, Anna Popova, viajou para a região e reuniu-se com o governador Igor Kobzev. Todas as pessoas que mantiveram contato com a pesquisadora estão sob rigorosa supervisão médica.

Testes realizados em contatos próximos da mulher apontaram diagnósticos negativos para a maioria dos patógenos investigados. Duas pessoas testaram positivo para um vírus de resfriado comum e outras duas apresentaram confirmação para Covid-19. O governador Kobzev classificou o episódio como suspeita de infecção particularmente perigosa, sem detalhar o agente.

O caso também repercutiu internacionalmente e chamou a atenção dos Estados Unidos. O secretário de Estado americano, Marco Rubio, declarou que o governo acompanha o desenrolar dos fatos de perto. O Kremlin pediu que a população e a imprensa ignorem rumores e sigam apenas os comunicados oficiais das autoridades de saúde russas.

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