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ATLETISMO

Campeã olímpica e mundial da maratona, Peres Jepchirchir é suspensa provisoriamente por doping com EPO

A Unidade de Integridade do Atletismo informou que a queniana testou positivo para EPO em exame fora de competição, feito no Quênia antes da vitória na Maratona de Sydney.

Redação MNEsportes2 min de leitura
Campeã olímpica e mundial da maratona, Peres Jepchirchir é suspensa provisoriamente por doping com EPO
Foto: Reprodução

A queniana Peres Jepchirchir, atual campeã mundial da maratona e campeã olímpica em Tóquio 2021, foi suspensa provisoriamente após testar positivo para a substância proibida EPO. O anúncio foi feito nesta sexta-feira (23) pela Unidade de Integridade do Atletismo (AIU).

O que diz a AIU

Segundo a entidade, a amostra foi coletada fora de competição, no Quênia, antes da Maratona de Sydney, vencida pela atleta em 30 de agosto, e apresentou resultado analítico adverso para EPO. A eritropoietina é uma substância proibida pela Agência Mundial Antidoping e pode melhorar o rendimento em esportes de resistência, como a maratona.

A atleta, de 33 anos, pode solicitar a análise da amostra B para apresentar recurso ou arriscar a confirmação de uma sanção definitiva pela AIU. A suspensão é provisória e o caso ainda não foi julgado. A reportagem não localizou manifestação da atleta.

Currículo

Jepchirchir venceu a Maratona de Sydney com o tempo de 2h18m31s. Sua melhor marca pessoal é 2h14m43s, obtida em Valência, em 2025. Além do ouro olímpico em Tóquio 2021, soma vitórias em quatro das principais maratonas do mundo, entre elas Londres (2024), Boston (2022) e Nova York (2021). Foi recordista mundial da meia maratona (1h05m16s) entre 2020 e 2026, marca que já foi superada.

Contexto do Quênia

O país enfrenta há anos aumento de casos de doping. Desde 2017, mais de 140 atletas quenianos, entre eles a atual recordista mundial da maratona, Ruth Chepngetich, foram suspensos ou excluídos de competições por uso de substâncias proibidas. Em 6 de outubro, o presidente da Agência Mundial Antidoping, Witold Banka, declarou que o Quênia, que conquistou o direito de sediar o Mundial de Atletismo de 2029, "deve ser exemplar em matéria antidoping". Em 14 de outubro, o presidente da World Athletics, Sebastian Coe, respondeu que os campeonatos vão ajudar nessa missão.

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