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Pentágono trata falhas em freezers de bases militares dos EUA como possível ataque cibernético

Quatro autoridades afirmam que as falhas de agosto em comissarias militares são investigadas como suposto ataque hacker. Caso semelhante atingiu mais de 350 estabelecimentos na França.

Redação MNMundo2 min de leitura
Pentágono trata falhas em freezers de bases militares dos EUA como possível ataque cibernético
Foto: Reprodução

O Pentágono trata como um suposto ataque cibernético a onda de falhas em freezers que estragou alimentos em bases militares dos Estados Unidos em agosto. A informação é de quatro autoridades a par do assunto, divulgada nesta quinta-feira (29). Não há conclusão sobre o que aconteceu nem sobre quem seria o responsável.

O que se sabe

As falhas, ocorridas no final de agosto, afetaram pelo menos seis comissarias, as lojas dentro das bases onde os militares compram alimentos. Em ao menos um caso, as temperaturas subiram durante a noite e, pela manhã, os alimentos estavam derretidos ou murchos.

A conta de Fort Huachuca, no Arizona, informou em 26 de agosto que o freezer da unidade "entrou no modo de degelo, o que aqueceu todos os alimentos". A possibilidade de sabotagem cibernética foi relatada pela primeira vez em 28 de agosto por um blog chamado Signal and Silence.

Contato com a França

Uma das autoridades afirmou que investigadores militares americanos estavam em contato com colegas franceses sobre um ataque semelhante a freezers comerciais, que causou transtornos em supermercados da França no início de outubro. Segundo a apuração, o ataque francês desativou os controles de temperatura em mais de 350 estabelecimentos. Em algumas unidades, a temperatura subiu a ponto de provocar incêndio.

A empresa dinamarquesa Danfoss, cujos controladores operavam muitas das unidades francesas, disse que vários dispositivos eram antigos ou rodavam firmware desatualizado, o que pode ter facilitado a invasão. Não foi possível apurar se controladores da Danfoss ou de outra marca estavam em uso nas bases americanas. A empresa não respondeu aos pedidos de comentário.

Posição das autoridades

Questionado, o Pentágono disse que uma unidade do Comando Cibernético (Cyber Command) trabalha "em estreita coordenação com parceiros interagências e das forças de segurança", sem dar mais detalhes. A Divisão de Investigação Criminal do Departamento do Exército informou que seu Escritório de Campo Cibernético participa da apuração e trabalha com as autoridades francesas para entender "as falhas no sistema de refrigeração na Europa". A Embaixada da França em Washington não quis comentar.

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