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GOLPE DIGITAL

PCDF prende cinco suspeitos de usar IA e imagens de famosos em falsas campanhas beneficentes que arrecadaram quase R$ 10 milhões

A Polícia Civil do DF deflagrou operação contra grupo que criava vídeos com inteligência artificial para pedir doações falsas. Em 45 dias, o grupo teria arrecadado quase R$ 10 milhões.

Redação MNSegurança2 min de leitura
PCDF prende cinco suspeitos de usar IA e imagens de famosos em falsas campanhas beneficentes que arrecadaram quase R$ 10 milhões
Foto: Reprodução

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou nesta quarta-feira (28) uma operação contra um grupo suspeito de divulgar falsas campanhas beneficentes na internet. Até a última atualização das informações, cinco pessoas haviam sido presas, em Planaltina (DF), Planaltina de Goiás (GO), Uberlândia (MG) e Joinville (SC).

Como funcionava o golpe

Segundo as investigações, os suspeitos usavam inteligência artificial para criar vídeos de falsos idosos, crianças e pessoas com doenças graves, com o objetivo de sensibilizar as vítimas e induzi-las a doar. Os vídeos também empregavam imagens de personalidades, como o cantor Gusttavo Lima, o Padre Marcelo Rossi e o Padre Fábio de Melo, além de representações religiosas, inclusive de Jesus Cristo. Um vídeo divulgado pela corporação traz ainda uma imagem representando Frei Gilson.

As peças direcionavam o público a páginas que simulavam campanhas beneficentes legítimas. As doações variavam de R$ 30 a R$ 50, o que, para os investigadores, indica a possibilidade de número expressivo de vítimas em todo o país. O dinheiro era transferido para contas controladas pelo grupo.

Valores e apreensões

De acordo com a Polícia Civil, em apenas 45 dias, entre outubro e novembro de 2025, os suspeitos arrecadaram quase R$ 10 milhões. Foram registradas cerca de 60 ocorrências no DF, envolvendo empresas apontadas como destinatárias de valores ligados às fraudes.

A operação cumpre mandados de busca e apreensão e medidas de bloqueio de ativos financeiros e patrimoniais. Veículos de luxo foram apreendidos, além de criptomoedas avaliadas em R$ 2,14 milhões.

Crimes investigados

Os suspeitos podem responder por estelionato eletrônico, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Os nomes dos presos não foram divulgados, e a defesa não havia se manifestado até a publicação deste texto.

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