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FAMÍLIA MANSON

Patricia Krenwinkel da Família Manson recebe aval para liberdade condicional

Condenada por sete assassinatos em 1969, integrante do grupo de Charles Manson obteve autorização em sua décima oitava audiência nos Estados Unidos.

Redação MNMundo3 min de leitura
Patricia Krenwinkel da Família Manson recebe aval para liberdade condicional
Foto: Ministério da Notícia

Patricia Krenwinkel, uma das integrantes mais conhecidas da Família Manson, recebeu nesta semana uma autorização para obter liberdade condicional nos Estados Unidos. A decisão ocorreu na última terça-feira, dia 6, durante a décima oitava audiência realizada para avaliar o benefício. O Departamento de Correções e Reabilitação da Califórnia informou que o aval ainda precisa passar por novas etapas burocráticas antes de qualquer liberação definitiva. Krenwinkel cumpre pena desde o início da década de 1970 pelo envolvimento em uma série de crimes que chocou o país. Ela está atualmente detida no California Institution for Women, localizado na cidade de Corona. A condenada tinha 21 anos na época dos assassinatos atribuídos ao grupo liderado por Charles Manson. A condenação original previa a pena de morte, mas a punição foi alterada para prisão perpétua em 1972, após mudanças na legislação local. A decisão atual ainda não é definitiva e passará por uma revisão rigorosa do Conselho de Audiências de Liberdade Condicional. Caso o entendimento seja mantido, o processo seguirá para a análise final do governo estadual. O governador da Califórnia, Gavin Newsom, terá um prazo específico de trinta dias para decidir se mantém ou revoga a medida. Promotores locais já manifestaram a intenção de pedir ao governo que a mulher permaneça presa. Em outubro de 2025, o próprio governador rejeitou uma recomendação semelhante de libertação. Naquela ocasião, a administração estadual apontou que os avanços obtidos pela detenta não eliminavam os riscos potenciais para a sociedade.

Histórico de crimes e condenações

Os assassinatos cometidos pelo grupo aconteceram em agosto de 1969 e transformaram os seguidores de Manson em criminosos notórios. A lista de vítimas inclui a atriz Sharon Tate, que estava grávida de sete meses, e outras seis pessoas. Entre os mortos também estavam o cabeleireiro Jay Sebring, a herdeira Abigail Folger e o roteirista Wojciech Frykowski. Completam a lista de vítimas o comerciante Steven Earl Parent, o empresário Leno LaBianca e a mulher dele, Rosemary. Krenwinkel participou diretamente da invasão à residência de Tate e do diretor Roman Polanski em Los Angeles. Outros membros do grupo tiveram destinos variados dentro do sistema penitenciário ao longo das décadas seguintes. Charles Manson e Susan Atkins morreram enquanto cumpriam suas penas na prisão. Leslie Van Houten conseguiu deixar o cárcere em 2023 após uma decisão judicial favorável. Detentos como Charles Tex Watson e Robert Beausoleil continuam reclusos no sistema estadual da Califórnia. Familiares das vítimas acompanham de perto os desdobramentos judiciais e mantêm oposição firme a qualquer soltura. Debra Tate, irmã da atriz Sharon Tate, lidera as manifestações contrárias à concessão da liberdade condicional para Krenwinkel. A defesa da detenta argumenta que ela sofreu abusos no período em que esteve ligada à seita. A própria Krenwinkel não compareceu à sessão realizada na última terça-feira. Caso todas as instâncias aprovem o processo ao longo dos próximos meses, ela poderá deixar a prisão após 56 anos de reclusão.

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