Papa Leão XIV vota por correio nas eleições de meio de mandato dos EUA, diz Vaticano
O Vaticano confirmou nesta sexta-feira (30) que Leão XIV enviou voto por correspondência para as eleições americanas de 3 de novembro. Ele é o primeiro pontífice a votar em uma eleição dos Estados Unidos.

O papa Leão XIV enviou seu voto por correspondência para as eleições de meio de mandato dos Estados Unidos, marcadas para 3 de novembro. A informação foi confirmada pelo Vaticano em comunicado divulgado nesta sexta-feira (30). É a primeira vez que um pontífice vota em uma eleição americana.
O que diz o Vaticano
Segundo a nota, Leão XIV considera a participação nos processos democráticos um direito e um dever dos cidadãos. O Vaticano também informou que, durante os seis anos em que viveu no Peru, o pontífice exerceu o direito ao voto sempre que pôde fazê-lo.
Nascido em Chicago, Robert Prevost, nome de batismo do papa, mantém a cidadania americana e está registrado como eleitor em New Lenox, no estado de Illinois, onde vive um de seus irmãos.
Como foi o voto
De acordo com a emissora americana NBC, ele solicitou o envio da cédula eleitoral às autoridades de Illinois em 3 de outubro. Como optou pelo voto por correspondência, a cédula preenchida ainda não havia chegado ao cartório eleitoral responsável pelo registro, segundo a mesma informação.
Registros eleitorais mostram que o papa participou nos últimos anos de eleições primárias dos partidos Republicano e Democrata e também votou na eleição presidencial americana de 2024.
Caráter inédito
O historiador britânico Michael Walsh, autor de livros sobre o papado, afirmou em entrevista que não conhece nenhum outro pontífice que tenha votado em uma eleição democrática. Para ele, Leão XIV pode ser o primeiro papa a participar de uma disputa eleitoral secular.
Contexto
Desde que foi eleito, em maio de 2025, Leão XIV tem defendido a participação cívica e a manifestação pública dos cidadãos sobre questões políticas e sociais. A participação eleitoral ocorre em meio a divergências entre o pontífice e o presidente Donald Trump, que entraram em conflito por temas como a guerra no Irã, a política migratória americana e a inteligência artificial. No início deste ano, Trump fez críticas públicas incomuns ao papa, embora tenha reduzido o tom dos ataques mais recentemente.
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