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Papa Leão 14 vai se reunir com vítimas de abusos da Igreja em viagem à América do Sul

O Vaticano informou que o papa terá encontros com vítimas de abusos cometidos por membros do clero na viagem a Uruguai, Argentina e Peru, de 6 a 17 de novembro. Será a primeira viagem após o diagnóstico de câncer de pulmão e a cirurgia.

Redação MNMundo2 min de leitura
Papa Leão 14 vai se reunir com vítimas de abusos da Igreja em viagem à América do Sul
Foto: Reprodução

O papa Leão 14 vai se reunir com vítimas de abusos cometidos por membros do clero e outros integrantes da Igreja Católica durante a viagem à América do Sul no próximo mês. A informação foi divulgada pelo Vaticano nesta terça-feira (27), em comunicado.

Roteiro da viagem

A viagem do pontífice passará por Uruguai, Argentina e Peru, entre 6 e 17 de novembro. Segundo o comunicado, "haverá reuniões com pessoas que foram vítimas de abusos por membros do clero e da Igreja" durante o percurso.

O Vaticano afirmou que os encontros refletem o desejo do papa de expressar proximidade com quem sofreu, e continua sofrendo, em decorrência dessa violência. A nota diz que o papa pretende trabalhar com as vítimas para desenvolver caminhos de cura e garantir que a Igreja continue sendo um espaço seguro e espiritualmente saudável. O Vaticano não especificou onde nem com quem serão feitas as reuniões.

Primeira viagem após a cirurgia

Esta será a primeira viagem de Leão 14 desde o diagnóstico de câncer de pulmão e da cirurgia a que foi submetido. O ministro das Relações Exteriores do Vaticano, arcebispo Paul Gallagher, disse a jornalistas em Roma, nesta terça, que o episódio mudou a forma como os católicos veem a saúde e o pontificado. "Isso muda completamente o cenário", afirmou.

Segundo Gallagher, por ser relativamente jovem para um papa e ter bom condicionamento físico, Leão era visto por alguns católicos como um papa "Super-Homem". Para o arcebispo, a doença mostrou que ele é "um pobre mortal como todos nós".

Caso do Sodalício no Peru

Em abril, a Santa Sé anunciou que pretendia indenizar vítimas de um movimento católico sediado no Peru, dissolvido no ano passado depois de revelações de abusos sexuais e psicológicos cometidos por alguns de seus dirigentes. O grupo é o Sodalício de Vida Cristã, cujo fechamento foi determinado pelo papa Francisco, uma semana antes de sua morte, em 2025, ao fim de uma investigação de sete anos conduzida no Vaticano. Os trâmites do pagamento foram iniciados e, segundo o que foi divulgado, o valor não sairá dos cofres do Vaticano, mas dos bens confiscados do grupo após a dissolução.

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