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CRIME ORGANIZADO

Operação Capolinea mira tráfico da Bolívia ao Brasil e prende chefe do PCC e vigilante da PF em Corumbá

A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado cumpre 21 mandados de prisão e 20 de busca em quatro estados e bloqueia R$ 24 milhões em bens. Entre os alvos está Gerson Palermo, apontado como chefe do PCC e solto anos atrás por decisão de um desembargador.

Redação MNBrasil2 min de leitura
Operação Capolinea mira tráfico da Bolívia ao Brasil e prende chefe do PCC e vigilante da PF em Corumbá
Foto: Ministério da Notícia

A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Mato Grosso do Sul (FICCO/MS) deflagrou nesta quinta-feira (15) a Operação Capolinea contra o tráfico internacional de drogas. A ação cumpre 21 mandados de prisão e 20 de busca e apreensão em quatro estados: Mato Grosso do Sul, São Paulo, Goiás e Minas Gerais. A Justiça também determinou o bloqueio de R$ 24 milhões em bens dos investigados. Cerca de 100 policiais participam.

Os alvos

Entre os alvos estão Gerson Palermo, apontado como um dos chefes do Primeiro Comando da Capital (PCC), o traficante Aguinaldo Chaleira e um vigilante da Delegacia da Polícia Federal em Corumbá. Segundo as investigações, o vigilante repassava informações sobre a rotina policial e as movimentações na delegacia, guardava drogas e participava do transporte de entorpecentes.

Palermo ficou seis anos foragido depois de ser solto por decisão de um desembargador. Ele estava preso desde maio deste ano, quando foi capturado na Bolívia, e, segundo uma fonte oficial ligada à operação, teve um novo mandado de prisão cumprido nesta quinta. Chaleira estava na Bolívia e foi entregue às autoridades brasileiras em Corumbá. Também foi preso um homem apontado como responsável pelo sequestro de uma sobrinha de Palermo. A fonte não informou quando essas duas prisões ocorreram.

O esquema

A investigação mira uma organização criminosa suspeita de trazer drogas da Bolívia para o Brasil e distribuí-las nos quatro estados, inclusive escondidas em caminhões de minério de ferro. Segundo a FICCO/MS, o grupo teria negociado cerca de 24 toneladas de drogas no período investigado.

Dos mandados de prisão, 14 são preventivos e sete são temporários. A defesa de Palermo não foi localizada até a conclusão desta reportagem, e as defesas dos outros dois investigados também não.

Fonte: Ministério da Notícia.

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