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ONU aprova resolução contra embargo dos EUA a Cuba com 130 votos, o menor apoio em 30 anos

A Assembleia Geral da ONU aprovou por 130 votos a 17, com 25 abstenções, resolução pelo fim do embargo americano a Cuba. O Brasil votou a favor, e o apoio foi o menor desde 1995.

Redação MNMundo2 min de leitura
ONU aprova resolução contra embargo dos EUA a Cuba com 130 votos, o menor apoio em 30 anos
Foto: Reprodução

A Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou nesta quarta-feira (28) resolução que pede o fim do embargo imposto pelos Estados Unidos a Cuba. Foram 130 votos a favor, incluindo o do Brasil, 17 contra e 25 abstenções. É o menor apoio ao texto em 30 anos, ano a ano desde 1995, quando 117 países votaram a favor. A queda está associada a uma campanha dos Estados Unidos para que aliados rejeitassem a resolução.

Votação histórica

A ONU vota o tema desde 1992, quando o texto teve apenas 59 votos favoráveis, 3 contrários e 71 abstenções. O apoio cresceu até o pico de 191 votos entre 2015 e 2017, período de reaproximação entre Washington e Havana no governo de Barack Obama. Em 2025, foram 165 votos a favor, 7 contra e 12 abstenções.

Como votaram os países

Entre os latino-americanos, votaram contra Argentina, Colômbia, Paraguai, Equador e Costa Rica. Chile, República Dominicana, Honduras e Peru se abstiveram. México, Uruguai, Nicarágua e Panamá votaram a favor, assim como o Brasil, que apoiou o fim do embargo em quase todas as votações, exceto em 2019 (contra) e em 2021 e 2022 (abstenção), no governo de Jair Bolsonaro.

Debate tenso

O debate começou na terça-feira (27). Houve atrito entre o representante dos EUA na ONU, Mike Waltz, e o chanceler cubano, Bruno Rodríguez Parrilla. A delegação cubana tentou interromper a fala de Waltz, acusando-o de difamar a ilha. Waltz disse que não seria interrompido e afirmou que um diplomata cubano seria colocado em um avião de volta a Havana ainda na quarta, sem detalhar quem seria ele.

O embargo vigora desde 1960. Neste ano, o governo de Donald Trump intensificou as sanções, e Cuba enfrenta escassez de energia, combustível, gás de cozinha e medicamentos. A inflação cubana cresceu 25% em relação a 2025.

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