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VACINAÇÃO CONTRA O HPV

OMS sugere vacina contra HPV para meninas a partir de quatro anos

Meta global de imunização ainda está distante, e especialistas apontam nova faixa etária para ampliar a proteção contra o vírus.

Redação MNSaúde2 min de leitura
OMS sugere vacina contra HPV para meninas a partir de quatro anos
Foto: Ministério da Notícia

Especialistas da Organização Mundial da Saúde sugeriram nesta terça-feira considerar a vacinação contra o vírus do papiloma humano para meninas de quatro a oito anos. A recomendação busca melhorar a baixa cobertura da imunização em todo o planeta e foi divulgada por Anthony Scott durante a apresentação dos resultados da reunião semestral do SAGE. Aproximadamente 165 países já introduziram a vacina contra o papilomavírus humano, mas a cobertura mundial permanece estagnada em 33 por cento. Esse índice atual está muito aquém da meta global estabelecida de 90 por cento de cobertura para a população-alvo. O HPV é uma infecção sexualmente transmissível muito comum e atua como a principal causa de câncer do colo do útero no mundo. Essa neoplasia ocupa a quinta posição entre os tipos mais diagnosticados em mulheres, tendo registrado 604 mil novos casos e 280 mil mortes em 2024.

Dados sobre a vacinação e eficácia

Em 2022, o organismo internacional avaliou que apenas uma dose da vacina oferecia uma proteção semelhante à de duas doses para o público feminino de nove a 14 anos. Com base em dados atualizados analisados recentemente, o grupo concluiu que o esquema de dose única para esse grupo etário tradicional é a abordagem mais eficaz para alcançar a meta global. Além disso, o grupo considerou viável que as nações cogitem a vacinação de rotina na faixa mais jovem de quatro a oito anos para alavancar os índices. Quase todas as pessoas sexualmente ativas entram em contato com o vírus em algum momento da vida, geralmente sem manifestar sintomas evidentes. Na maior parte das situações clínicas, o próprio sistema imunológico consegue eliminar o agente infeccioso de maneira natural e sem maiores complicações. Contudo, a persistência da infecção por determinados tipos cancerígenos do vírus pode gerar anomalias celulares capazes de evoluir para quadros de câncer.

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