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INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

O que são os novos modelos de inteligência artificial da Meta

Entenda como funcionam as novas tecnologias criadas pela dona do Facebook para concorrer no mercado de inteligência artificial

Redação MNTecnologia3 min de leitura
O que são os novos modelos de inteligência artificial da Meta
Foto: Ministério da Notícia

A inteligência artificial deixou de ser apenas uma promessa distante e passou a ocupar o centro das estratégias das maiores empresas de tecnologia do mundo. A Meta, dona do Facebook, do Instagram e do WhatsApp, apresentou ao mercado duas novas versões de seus sistemas de inteligência artificial mais avançados. O objetivo principal da companhia é aumentar a sua competitividade em um setor dominado por rivais de peso. Essa movimentação busca transformar os altos investimentos financeiros feitos nos últimos meses em produtos reais para o público e novas fontes de receita.

Os novos modelos criados pela empresa foram batizados de Muse Wonder e Muse Wonder Full. Eles representam o estágio mais recente do desenvolvimento tecnológico da companhia nesse setor e chegam após um período de grande esforço de reestruturação interna. O presidente-executivo da Meta, Mark Zuckerberg, liderou uma série de contratações de pesquisadores especializados e direcionou bilhões de dólares para recuperar o atraso na corrida tecnológica. A empresa iniciou essa reformulação profunda há quatorze meses para conseguir avançar nos limites da tecnologia e reconstruir suas bases de desenvolvimento.

A tecnologia da Meta se conecta diretamente a um assistente pessoal lançado recentemente pela empresa, chamado Muse. Esse assistente foi projetado para executar ações práticas em nome dos usuários, integrando-se a contas e informações de aplicativos de e-mail, agenda, pagamentos, saúde, compras e casa inteligente. A ferramenta ganhou notoriedade ao gerenciar o Facebook Marketplace e realizar interações automatizadas de compra e venda. Esse funcionamento gerou debates sobre limites operacionais após um incidente em que a ferramenta negociou a retirada de um produto sem consulta prévia ao usuário, o que levou a empresa a investigar o ocorrido.

Como funcionam os novos modelos de inteligência artificial

A distribuição das novas tecnologias da Meta ocorre de forma segmentada para diferentes públicos e ferramentas. O modelo Muse Wonder será integrado em breve ao assistente pessoal Muse, com disponibilidade inicial voltada para os usuários que pagam uma assinatura pelo serviço. Já a versão mais poderosa, chamada de Muse Wonder Full, foi direcionada especificamente para o Muse Code, que é a ferramenta de inteligência artificial da empresa voltada para auxiliar profissionais na programação de computadores.

O modelo de negócios por trás dessas novidades aposta em assinaturas pagas para viabilizar o retorno financeiro de toda a infraestrutura montada. Essa estratégia busca transformar o assistente pessoal Muse em uma fonte constante de receita para a companhia, apesar das discussões contínuas sobre a privacidade dos dados dos usuários. As reações do mercado financeiro foram imediatas após o anúncio das novidades, com as ações da Meta registrando alta de cerca de quatro por cento nas negociações da tarde.

O impacto direto para quem utiliza os serviços da Meta envolve a chegada gradual de recursos mais sofisticados de automação no dia a dia. Usuários que utilizam aplicativos da empresa e assinam as ferramentas pagas poderão contar com assistentes capazes de gerenciar tarefas complexas de forma integrada. A próxima etapa desse processo depende da aceitação do público e da capacidade da empresa de garantir a segurança na execução de comandos automáticos dentro das plataformas.

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