O que muda com a chegada dos novos tablets da Amazon com Android
A empresa substitui seu sistema operacional antigo e aposta em aparelhos mais caros com inteligência artificial.

A tecnologia dos tablets da Amazon passa por uma grande mudança com a adoção do sistema operacional Android, do Google, e a integração com a inteligência artificial da empresa. Quem busca aparelhos para trabalho ou entretenimento passa a contar com uma nova linha de dispositivos mais avançados. Essa reformulação busca afastar a marca dos aparelhos baratos vendidos anteriormente a preço de custo. A mudança afeta diretamente o mercado global de eletrônicos e a concorrência com marcas tradicionais.
A linha anterior utilizava o sistema Fire OS, que funcionava de forma independente embora fosse baseado no Android. Esse formato antigo sofria críticas constantes de desenvolvedores de aplicativos e de consumidores devido a limitações técnicas. A Amazon vinha desenvolvendo os novos dispositivos sob o codinome Kittyhawk após anos de reclamações com o sistema próprio. A reformulação ocorre sob o comando de Panos Panay, chefe da divisão de dispositivos da companhia sediada em Seattle.
A nova família de produtos chama-se Alexa Tablets e inclui três modelos principais com estrutura de alumínio. Os aparelhos são o Amazon Alexa Tablet 12 Pro, o Amazon Alexa Tablet 11 e o Amazon Alexa Tablet 8. A inteligência artificial generativa Alexa+ ganha papel de destaque para realizar tarefas complexas e responder a perguntas dos usuários. A assistente avançada requer uma assinatura Prime ou do próprio serviço para funcionar nos novos dispositivos.
Como ficam os preços e os recursos extras
Os preços dos novos aparelhos variam de US$ 230 a US$ 500, com o modelo mais avançado custando até US$ 550. Esse valor representa um aumento significativo em comparação com o modelo mais sofisticado da linha anterior, que custava cerca de US$ 180. O modelo mais caro com 128 gigabytes de armazenamento atinge o mesmo preço de um tablet Galaxy da Samsung e supera o valor inicial de um iPad da Apple. Os tablets anteriores com o sistema Fire OS continuam funcionando normalmente para quem já possui os aparelhos.
A publicidade na tela de bloqueio continua presente na maioria dos novos modelos lançados pela empresa. Para remover esses anúncios, o usuário precisa pagar uma taxa de US$ 20, valor superior aos US$ 15 cobrados na geração anterior. Apenas o modelo mais caro da nova linha não exibe esse tipo de propaganda comercial. A Amazon argumenta que os anúncios ajudam na descoberta de conteúdos e financiam inovações futuras.
A adoção do Android resolve um dos principais gargalos para os desenvolvedores de aplicativos que criavam versões exclusivas para a loja da Amazon. Com a mudança, o acesso a uma variedade maior de softwares fica facilitado nos novos dispositivos. A empresa aposta nesses aparelhos premium para fidelizar clientes no uso de seus serviços de comércio eletrônico, Kindle e Prime Video. A estratégia ocorre em um momento de queda nas vendas mundiais do setor e de redução da participação da empresa no mercado global.
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