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INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

O que faz o czar de inteligência artificial da Casa Branca

Entenda a escolha de Jay Clayton para liderar a estratégia dos Estados Unidos para o setor tecnológico

Redação MNTecnologia3 min de leitura
O que faz o czar de inteligência artificial da Casa Branca
Foto: Ministério da Notícia

A criação de um cargo dedicado a coordenar o setor de inteligência artificial nos Estados Unidos busca acelerar o desenvolvimento dessa tecnologia no país. A função, descrita como a de um czar, serve para centralizar as diretrizes e a força-tarefa voltada ao fomento da indústria digital americana. O tema recebe tratamento prioritário em Washington devido à importância da área para a competitividade econômica e militar global. A discussão ganha relevância em meio à disputa geopolítica com a China pelo acesso a chips avançados e pelo domínio do mercado.

O escolhido para a função é Jay Clayton, que atualmente atua como diretor de inteligência nacional dos Estados Unidos. Advogado com passagem pelo escritório Sullivan & Cromwell, ele possui especialização em fusões, aquisições e captação de recursos financeiros. Durante o primeiro mandato do governo atual, Clayton presidiu a Comissão de Valores Mobiliários e atuou como procurador interino do Distrito Sul de Nova York. A trajetória do profissional inclui a condução de investigações e a gestão de órgãos federais de grande relevância para a economia norte-americana.

Como funciona a regulação do setor

A estratégia adotada pela Casa Branca aposta na autorregulação voluntária das empresas de tecnologia em vez de adotar novas leis e normas federais. Grandes companhias do setor assinaram um código de boas práticas que estabelece diretrizes para gerenciar riscos de segurança cibernética, biológica e química. O acordo prevê quatro níveis de supervisão interna e a realização de auditorias externas independentes para avaliar os sistemas autônomos. A medida serve para responder a incidentes recentes, como acessos não autorizados de programas de inteligência artificial a plataformas do governo.

O modelo de controle também prevê a criação de um comitê independente composto por gestores para revisar as avaliações de segurança das empresas. A estrutura é inspirada nos mecanismos de fiscalização utilizados no mercado financeiro dos Estados Unidos. O governo federal defende que a imposição de leis rígidas pode sufocar o crescimento da indústria. Por outro lado, executivos e o próprio governo mantêm o compromisso de mitigar ameaças associadas ao avanço rápido dos algoritmos e dos centros de dados.

As mudanças na gestão da inteligência artificial afetam diretamente a dinâmica das empresas desenvolvedoras e a segurança dos sistemas digitais utilizados por governos e cidadãos. Para quem utiliza ferramentas tecnológicas, a principal consequência é o ritmo acelerado de inovação sem a imposição de barreiras legislativas diretas. O modelo americano prioriza a expansão econômica rápida e a manutenção da liderança militar e comercial frente a concorrentes internacionais como a China.

A oficialização do nome de Jay Clayton para o posto de liderança pode ocorrer rapidamente, conforme divulgado por fontes ligadas às discussões em Washington. A estruturação da força-tarefa de inteligência artificial dá continuidade aos compromissos firmados pelo governo em setembro, quando o código voluntário de conduta foi apresentado. Resta observar como o novo dirigente coordenará a relação entre as exigências de segurança nacional e a expansão das empresas do setor.

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