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DATA CENTERS

O que é um data center e por que candidatos querem atrair mais instalações ao Brasil

Enquanto o país busca expandir sua infraestrutura digital com incentivos fiscais, nações como os Estados Unidos enfrentam resistência popular ao setor

Redação MNTecnologia3 min de leitura
O que é um data center e por que candidatos querem atrair mais instalações ao Brasil
Foto: Ministério da Notícia

Um data center é um centro de dados que serve para armazenar e processar informações digitais em grande escala. Existem modelos voltados para serviços em nuvem, que operam arquivos e sistemas na internet, e estruturas focadas em inteligência artificial para treinar modelos complexos. Os candidatos à Presidência mais bem colocados nas pesquisas incluem propostas para incentivar a construção dessas instalações em seus planos de governo. A estratégia envolve medidas como incentivos fiscais, fabricação local de componentes e o desenvolvimento de inteligência artificial nacional.

Os Estados Unidos lideram o segmento global e contam com mais de 4.700 data centers em seu território. O Brasil possui 218 complexos e ocupa o décimo segundo lugar nesse ranking, segundo dados de setembro do site Data Center Map. Essa diferença faz com que o país precise armazenar e processar muitos dados no exterior. O saldo negativo terminou em 2025 com um déficit de oito bilhões de dólares na balança comercial de Serviços de Computação e Informação, conforme dados da Brasscom.

Como funcionam os planos e os impactos da tecnologia

A atração desses complexos é um consenso entre os principais candidatos à Presidência, embora existam divergências sobre os modelos para alcançar esse objetivo. O governo brasileiro possui o Redata, um regime que reduz impostos para data centers mediante exigências de contrapartidas socioambientais. Especialistas apontam que a matriz energética brasileira, baseada em larga escala em fontes renováveis como usinas hidrelétricas, diferencia o país dos Estados Unidos. Enquanto a eletricidade americana depende principalmente de combustíveis fósseis como petróleo e gás natural, a expansão brasileira pode contar com energia eólica e solar.

Por outro lado, o consumo elevado de energia e água exigido por essas estruturas gera debates e protestos em diversas cidades dos Estados Unidos. Uma pesquisa da Reuters e Ipsos revelou que sessenta e quatro por cento da população americana discorda que a construção rápida de data centers seja positiva para o país. Além disso, cinquenta e sete por cento dos entrevistados são contrários à criação desses complexos em seus próprios bairros. No cenário internacional, o presidente Donald Trump defende a expansão e reuniu executivos de gigantes de tecnologia como Meta, Google, xAI e Nvidia para discutir o tema.

No Brasil, autoridades e especialistas discutem como aproveitar os benefícios econômicos do setor sem repetir os problemas enfrentados no exterior. O professor Daniel Cordeiro, da Universidade de São Paulo, afirma que o país precisa aumentar sua capacidade computacional e se precaver contra impactos negativos. A coordenadora de pesquisa Thais Ortega destaca que o Brasil possui uma posição estratégica e pode tentar mitigar riscos por meio de regulações adequadas. Já a diretora de operações Marina Garrote aponta que as exigências do regime Redata podem ajudar a superar os desafios observados em outros países.

A expansão da infraestrutura de tecnologia busca reduzir a dependência externa de processamento de dados e baratear custos operacionais para empresas e serviços digitais no país. Para o cidadão comum, o avanço do setor impacta desde a velocidade e a estabilidade de aplicativos e serviços na internet até o consumo de recursos públicos como energia e água. As próximas etapas dependem dos rumos das propostas apresentadas pelos candidatos e da aplicação das regras de sustentabilidade na construção dos novos complexos tecnológicos.

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