Nikkei entra em mercado em baixa e Kospi cai 6% no fechamento, com liquidação global de ações de tecnologia
As bolsas asiáticas fecharam em forte queda nesta sexta-feira (6), com perdas lideradas por Coreia do Sul, Japão e Taiwan. O Nikkei acumula queda superior a 20% desde o último pico.

As bolsas asiáticas fecharam em forte baixa nesta sexta-feira (6), com destaque para o Japão, onde o índice Nikkei entrou em "bear market" ao acumular queda superior a 20% em relação ao último pico. O movimento ocorre em meio à liquidação global de ações de tecnologia ligada ao boom de inteligência artificial.
Coreia do Sul, Japão e Taiwan lideram as perdas
Em Tóquio, o Nikkei caiu 5,96%, a 57.434,77 pontos, no pior dia desde abril de 2025. O sul-coreano Kospi chegou a recuar 8,8% durante o pregão, o que acionou uma interrupção de 20 minutos nas negociações. No fechamento, o índice perdeu 6,02%, a 5.059,59 pontos, e ampliou a queda da semana para 12%.
Em Taiwan, o Taiex terminou em baixa de 4,51%, a 39.701,64 pontos, a maior queda percentual diária desde julho. Entre os destaques negativos, a SK Hynix caiu 10,4% em Seul, o SoftBank Group recuou quase 11% no Japão e a TSMC perdeu 4,7% em Taipé.
China, Hong Kong e Oceania
Na China e em Hong Kong, as ações de tecnologia tiveram desempenho relativamente melhor, mas também pesaram. O Xangai Composto caiu 1,10%, a 3.649,18 pontos, e o Shenzhen Composto recuou 2,25%, a 2.134,88 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng perdeu 1,27%, a 24.481,86 pontos, enquanto o subíndice de tecnologia cedeu 1,8%. Na Austrália, o S&P/ASX 200 fechou em baixa de 0,49%, a 9.020,80 pontos.
O que puxou a queda
Na quinta-feira (5), em Nova York, o Nasdaq tombou 5,52%, a maior queda diária desde 4 de abril de 2025. A ampla vitória dos democratas nas eleições de meio de mandato nos Estados Unidos ajudou a deflagrar a onda mais recente de vendas, diante do receio de que um ambiente de maior regulação possa frear a expansão da infraestrutura de inteligência artificial e, com isso, reduzir a demanda por hardware, segmento em que a Ásia tem peso relevante.
A região é particularmente vulnerável a uma correção liderada por ações de IA, avaliou Charu Chanana, estrategista-chefe de investimentos da Saxo Markets. Segundo ela, a queda reflete em parte uma reavaliação da demanda futura por infraestrutura nos Estados Unidos, mas também a concentração de posições nos mesmos beneficiários do boom de IA.
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