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OPERAÇÃO CESURA

MPF prende dois sobrinhos de Marcinho VP suspeitos de levar recados do líder do CV a integrantes da cúpula da facção

Segundo o Ministério Público Federal, os dois faziam a ponte entre o chefe do Comando Vermelho, preso há 19 anos em Campo Grande, e integrantes da facção em liberdade.

Redação MNSegurança2 min de leitura
MPF prende dois sobrinhos de Marcinho VP suspeitos de levar recados do líder do CV a integrantes da cúpula da facção
Foto: Reprodução

Dois sobrinhos de Márcio dos Santos Nepomuceno, o Marcinho VP, apontado como chefe do Comando Vermelho (CV), foram presos nesta quinta-feira (29) na Operação Cesura, do Ministério Público Federal (MPF). Segundo a investigação, eles faziam a ponte entre o líder preso e integrantes da cúpula da facção que estão em liberdade. Não houve manifestação da defesa nos textos consultados.

O que apura o MPF

Marcinho VP está há 19 anos em um presídio de segurança máxima em Campo Grande (MS). De acordo com o MPF, ele continua no comando da facção por um canal de comunicação intermediado por visitantes, entre eles familiares. A Polícia Penal monitorava as conversas no parlatório, e as mensagens analisadas indicam que ele segue reconhecido como autoridade máxima da organização.

Em um dos episódios apurados, em janeiro de 2025, um investigado se encontrou com uma liderança do CV no Rio de Janeiro na véspera de uma visita a Marcinho VP e, na volta, teria prestado contas sobre um recado levado ao preso. Segundo o MPF, o padrão se repetiu com frequência nos meses seguintes.

Mandados

A 3ª Vara Federal de Campo Grande decretou as prisões e autorizou buscas em Belford Roxo (RJ) e no Rio de Janeiro. Um dos investigados ocupa cargo comissionado em uma Câmara Municipal da Baixada Fluminense.

A investigação partiu de provas obtidas na Operação Red Fox, deflagrada em junho para apurar tráfico internacional de armas pela fronteira no norte do país, quando foram cumpridos quatro mandados de prisão. Dados de uma liderança foragida mostraram que familiares de Marcinho VP intermediavam a comunicação entre os dois.

Se condenados pela Lei Antifacção, os investigados podem pegar até 20 anos de prisão. O MPF aponta que também podem responder por crime previsto na Lei de Drogas, por colaborarem com organização voltada ao tráfico.

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