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CRISE DO UENO BANK

Ministério Público do Paraguai indicia Santiago Peña e ex-presidente do Banco Central e pede prisão preventiva

A promotoria paraguaia indiciou o ex-presidente Santiago Peña e o ex-chefe do Banco Central, Carlos Carvallo, e pediu que as prisões dos dois sejam convertidas em preventivas.

Redação MNMundo2 min de leitura
Ministério Público do Paraguai indicia Santiago Peña e ex-presidente do Banco Central e pede prisão preventiva
Foto: Reprodução

O Ministério Público do Paraguai indiciou neste sábado (7) o ex-presidente Santiago Peña e o ex-presidente do Banco Central paraguaio Carlos Carvallo no caso do Ueno Bank. A promotoria também pediu que a prisão dos dois seja convertida em preventiva e solicitou o levantamento de informações bancárias, fiscais, patrimoniais e societárias de ambos.

O que diz a acusação

A procuradora Nancy Salomón anunciou o indiciamento em coletiva de imprensa. Segundo ela, os fatos puníveis são lesão de confiança e administração em proveito próprio. De acordo com a nota da procuradoria, Peña é acusado de atuar em benefício próprio em relação ao Ueno Bank enquanto estava no cargo. Um fundo ligado a ele era um dos detentores da instituição financeira.

A promotoria afirma ainda que Peña teria interferido na fiscalização do banco pelos órgãos reguladores e influenciado o aporte de recursos de previdências públicas que poderiam somar US$ 850 milhões. Carvallo, também ligado ao banco digital, é acusado de produzir documentos falsos sobre a situação do Ueno Bank e de atuar em benefício próprio.

Depoimento e prisão

Peña foi detido na sexta-feira (6), menos de uma hora depois de ser destituído em processo de impeachment no Senado. Passou a noite sob custódia no Regimento de Escolta Presidencial e, na manhã deste sábado, prestou depoimento na sede do Ministério Público. O procurador Christian Benítez, responsável pela investigação, disse que foram apresentados fatos e provas durante o interrogatório. Carvallo se apresentou ao Ministério Público na tarde de sábado.

Contexto

O Banco Central do Paraguai liquidou o Ueno Bank na terça-feira (3), por considerá-lo insolvente. A instituição atendia quase 40% da população do país, e a suspensão do acesso aos depósitos provocou protestos. O vice-presidente Pedro Alliana assumiu a Presidência e foi empossado na sexta-feira. O Banco Central informou que já devolveu depósitos a quase 1,2 milhão de clientes e que o processo continuará na próxima semana. Não houve manifestação das defesas de Peña e de Carvallo nas informações disponíveis.

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