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INTELIGÊNCIA PRISIONAL

Ministério da Justiça inaugura centro de inteligência prisional em agosto

Nova estrutura federal visa unificar protocolos de segurança e bloquear a comunicação de facções criminosas a partir do interior dos presídios do país.

Redação MNBrasil2 min de leitura
Ministério da Justiça inaugura centro de inteligência prisional em agosto

Imagem ilustrativa. Sala de monitoramento com uma parede de telas.

Foto: Tasha Kostyuk / Unsplash

O Ministério da Justiça e Segurança Pública confirmou nesta quarta-feira que o Centro Nacional de Inteligência Penal iniciará suas operações ainda este mês. A nova estrutura operacional tem como objetivo unificar protocolos de segurança e coibir o planejamento de crimes a partir do interior dos estabelecimentos prisionais brasileiros. Instituído em junho por meio de portaria ministerial, o centro integra o projeto Padrão Segurança Máxima, que faz parte do programa federal Brasil Contra o Crime Organizado. A unidade vai reunir órgãos de inteligência das polícias penais federal, dos estados e do Distrito Federal para atuar em regime contínuo.

Combate ao crime organizado

O órgão coordenará a Rede Nacional de Inteligência Penitenciária para consolidar informações, monitorar crises e fornecer suporte técnico à Secretaria Nacional de Políticas Penais e aos entes federativos. Durante entrevista coletiva sobre estratégias de enfrentamento a ilícitos com telefones celulares, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, destacou que a entrada ilegal de aparelhos nos presídios alimenta uma cadeia que envolve furtos, roubos e receptação. Dados divulgados pela pasta indicam que os roubos e furtos de celulares caíram de 225.644 no primeiro trimestre de 2025 para 215.589 no mesmo período de 2026, o que representa uma redução de 4,5% nesse tipo de ocorrência. A estratégia ministerial busca sufocar a comunicação entre integrantes de organizações criminosas e romper o ciclo que termina no sistema prisional.

Operações integradas

Entre os dias 10 e 19 de agosto, a Operação Última Chamada recuperou 6.052 aparelhos celulares, executou 97 prisões em flagrante, fiscalizou 227 comércios e enviou mais de 33 mil alertas para pessoas com dispositivos irregulares. Especificamente no sistema penitenciário, operações realizadas entre maio e agosto pela Secretaria Nacional de Políticas Penais, em parceria com estados e o Distrito Federal, resultaram na apreensão de 2.254 celulares após revistas em quase 9,9 mil celas de 295 unidades prisionais de todo o país. O secretário nacional de Políticas Penais, André Garcia, afirmou que as ações são fundamentais para interromper o comércio ilegal de aparelhos, que muitas vezes viabiliza a aplicação de golpes e execuções de crimes letais intencionais.

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