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Milton Leite é transferido da cadeia de Mogi das Cruzes após suspeita de regalias

O ex-vereador, preso temporariamente sob suspeita de ligação com esquemas no transporte público paulistano, foi levado a outro local ainda não informado. Ele nega as acusações.

Redação MNSegurança2 min de leitura
Milton Leite é transferido da cadeia de Mogi das Cruzes após suspeita de regalias
Foto: Reprodução

O ex-vereador Milton Leite, preso há mais de um mês sob suspeita de participar de esquemas criminosos ligados ao transporte público de São Paulo, deixou a Cadeia Pública de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo, e foi levado a outro local ainda não informado. A transferência ocorreu por volta das 9h desta terça-feira (20) e, segundo a apuração, se deu pela descoberta de regalias concedidas a ele.

A suspeita de regalias

Segundo denúncia anônima feita ao Ministério Público e depois investigada pela Polícia Civil, o ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo teria recebido visitas e benefícios incompatíveis com o cárcere, como entrada de alimentos e permanência de familiares e políticos na unidade, o que não é permitido. Entre os políticos que o visitaram sem autorização formal, segundo a investigação, estão o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e os deputados estaduais Delegado Olin (PP) e Rogério Franco (PL). Para o Ministério Público, os fatos podem configurar corrupção passiva e ativa, prevaricação, entre outros crimes. Não houve manifestação da defesa sobre as regalias nos textos apurados.

Na semana passada, o Gaeco cumpriu três mandados de busca e apreensão na unidade e em outros endereços. Foram apreendidos R$ 155 mil e US$ 10 mil com um carcereiro, em sua casa. No dia seguinte, a Polícia Civil afastou três delegados, um investigador e o carcereiro, por suspeita de promover e autorizar as regalias.

A investigação principal

Em 15 de outubro, a Justiça prorrogou por mais 30 dias a prisão temporária de Leite. A investigação, conduzida pela Polícia Civil com participação do MP-SP, apura como integrantes do PCC teriam estabelecido relações com empresas de ônibus, empresários e agentes públicos. Os investigadores apontam o ex-vereador como possível articulador político do esquema e suspeito de ser o proprietário de fato da Transwolff. Ele nega as acusações.

A defesa recorreu ao Superior Tribunal de Justiça para revogar a prisão temporária. Em 25 de setembro, o ministro Rogerio Schietti Cruz negou o pedido liminarmente. Os advogados alegaram que o ex-vereador tem comorbidades e pediram, como alternativa, prisão domiciliar com monitoramento eletrônico.

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