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LUTO

Fundador do ConJur, Márcio Chaer morre após correr atrás de ladrão no centro de SP

O jornalista passou mal e caiu perto da estação Armênia depois de perseguir um homem que levou um celular. A principal hipótese é infarto.

Redação MNSegurança2 min de leitura
Fundador do ConJur, Márcio Chaer morre após correr atrás de ladrão no centro de SP
Foto: Ministério da Notícia

O jornalista Márcio Chaer, fundador e diretor do site Consultor Jurídico, o ConJur, morreu neste sábado (3) no centro de São Paulo, depois de sair correndo atrás de um homem que tinha acabado de levar um celular.

Chaer estava em um carro com outras pessoas nas imediações da estação Armênia do metrô, na Avenida Pedro Vicente, quando o aparelho foi levado. O jornalista desceu e foi atrás do suspeito a pé. No meio da perseguição, passou mal e caiu na via.

Socorro não conseguiu reanimar

Uma equipe de suporte avançado foi chamada ao local, mas só pôde constatar a morte. A hipótese inicial apontada pela polícia é de infarto fulminante. A causa oficial ainda depende de exame.

O caso foi encaminhado ao 8º Distrito Policial, no Brás. Até a noite deste sábado, ninguém tinha sido preso. Segundo a polícia, as equipes procuram imagens de câmeras da região para identificar e localizar o autor do crime.

Referência na cobertura do Judiciário

Chaer fundou o ConJur em 1997 e transformou o site em leitura obrigatória para advogados, juízes, promotores e jornalistas que acompanham tribunais. Antes disso, passou por redações de grandes veículos da imprensa nacional.

Em nota, o ConJur destacou as décadas de contribuição do fundador ao debate jurídico no país e disse que ele deixa muitos amigos entre profissionais da comunicação, magistrados e advogados.

Autoridades lamentam

A morte provocou reação imediata no meio jurídico. O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, afirmou: "Não há como falar de Márcio Chaer sem falar da história do Judiciário brasileiro".

O advogado-geral da União, Jorge Messias, disse ter recebido a notícia com pesar e lembrou o papel do jornalista na difusão da cultura jurídica. O governo de São Paulo também lamentou a morte e reconheceu a contribuição dele ao jornalismo.

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