Manifestantes bloqueiam o Louvre, que fecha as portas em meio à onda de protestos na França
Estudantes da École du Louvre impediram a abertura do museu nesta segunda. Ministro do Interior ofereceu renúncia após o fim de semana de violência, mas o presidente Emmanuel Macron recusou.

O Museu do Louvre, em Paris, não abriu ao público nesta segunda-feira (19) depois que manifestantes bloquearam a entrada dos edifícios. A administração informou, em comunicado nas redes sociais, que o museu está fechado por causa de uma "greve estudantil" e não deu previsão de reabertura. Visitantes com ingresso comprado foram orientados a remarcar a visita pelos canais do museu.
Quem bloqueou
Segundo a direção do museu e sindicatos, o protesto foi organizado e liderado por estudantes da École du Louvre. Um panfleto afixado do lado de fora dizia: "Temos orgulho de anunciar que estamos bloqueando o maior museu do mundo".
Pressão sobre o governo
O bloqueio ocorre depois de um fim de semana de violência. No sábado (17), cerca de meio milhão de pessoas foram às ruas em toda a França contra a alta do custo de vida. Em diversos pontos, grupos mascarados atacaram forças de segurança, saquearam lojas e incendiaram carros e prédios públicos. Mais de 2 mil pessoas foram presas, e quase mil agentes ficaram feridos.
Nesta segunda, o ministro do Interior, Laurent Nuñez, ofereceu sua renúncia e admitiu que a polícia "perdeu o controle" em alguns momentos. O presidente Emmanuel Macron recusou o pedido, reconheceu falhas na segurança e prometeu reuniões ao longo da semana para discutir propostas concretas com os manifestantes.
A insatisfação é alimentada pela alta de preços: o diesel subiu quase 40% e a gasolina 25% desde março, e os alimentos estão 25% mais caros que em 2021. Os protestos começaram em setembro com uma greve de estudantes e professores de uma escola de ensino médio nos arredores de Paris e se ampliaram nas semanas seguintes.
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