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FRANÇA

Macron proíbe protestos não organizados por sindicatos na França após onda de violência

O presidente francês afirmou que manifestações pedidas por indivíduos ou grupos sem legitimidade serão proibidas nos próximos dias. Ele classificou como "sediciosos" atos de grupos de extrema esquerda após o fim de semana de saques e confrontos.

Redação MNMundo2 min de leitura
Macron proíbe protestos não organizados por sindicatos na França após onda de violência
Foto: Reprodução

O presidente da França, Emmanuel Macron, anunciou nesta quinta-feira (22) que protestos não organizados por sindicatos serão proibidos no sábado (24) e nos próximos dias, após os piores distúrbios registrados no país em décadas.

O anúncio

Macron falou depois de presidir uma reunião do Conselho de Defesa no Palácio do Eliseu, com ministros e representantes dos serviços de inteligência, criticados por não terem antecipado a dimensão da mobilização. "Qualquer pedido para realizar manifestações ou reuniões, especialmente aqueles feitos por indivíduos ou grupos sem legitimidade para isso, será proibido", disse. Segundo ele, a prioridade é o retorno à calma.

Se os sindicatos apresentarem pedidos de manifestação, as autoridades departamentais os analisarão e proporão trajetos alternativos, com o objetivo de proteger os centros das cidades, os comércios e os prédios públicos.

"Atos sediciosos"

O presidente afirmou que houve "atos políticos e até sediciosos, conduzidos por grupos organizados de extrema esquerda que visam derrubar a República", com "muita violência e planejamento". Ele distinguiu esses atos da delinquência comum, que, segundo disse, também deve ser combatida com o máximo rigor, mas "não é da mesma natureza".

Reação e medidas

A polícia de Paris proibiu as manifestações previstas para esta quinta em Paris, Lyon, Lille e Grenoble. Na capital, a determinação vale até as 20h locais e abrange áreas como o Eliseu, as duas Casas do Parlamento e as principais estações ferroviárias. Parte dos franceses viu a proibição como violação do direito de protestar. Grupos de estudantes disseram que continuarão mobilizados.

O principal sindicato estudantil, a UNEF, convocou novas manifestações para sábado, e a central sindical CGT afirmou que participará. As autoridades prometeram presença policial maciça e impuseram toques de recolher localizados em algumas cidades ao longo da semana.

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