Líder da ala feminina do PCC é condenada em São Paulo
Justiça fixa pena de quatro anos e seis meses de prisão para mulher apontada como chefe administrativa da facção criminosa.

A Justiça de São Paulo condenou Luma Valéria Rovagnollo, conhecida como Penélope, a quatro anos e seis meses de prisão por integrar o Primeiro Comando da Capital. A sentença foi assinada nesta terça-feira (28) pelo juiz Guaracy Sibille Leite, da 1ª Vara Criminal de Ribeirão Preto. A decisão aponta que a ré exercia uma função de comando na estrutura feminina da facção em todo o estado de São Paulo. Ela foi absolvida da acusação de associação para o tráfico de drogas por falta de provas suficientes. Informações da Polícia Militar indicam que Luma era responsável por reunir as integrantes da chamada Sintonia ou Setor Feminino do PCC. A sentença afirma que ela atuava como o Resumo da Feminina de São Paulo, posição encarregada do controle administrativo e operacional das mulheres ligadas ao grupo criminoso. A investigação revelou que ela continuou envolvida em atividades ilícitas mesmo estando foragida da Justiça. Entre os episódios citados na decisão consta um roubo ocorrido em julho de 2022 em um condomínio residencial de luxo situado no município de Americana. De acordo com o documento judicial, a acusada era suspeita de arquitetar e protagonizar o assalto na região do interior paulista. As autoridades apontam que ela mantinha o papel de liderança e utilizava o nome falso de Taisla Júlia dos Santos para tentar burlar a fiscalização. Os investigadores também identificaram o uso do apelido Bela em diálogos mantidos por meio da rede social Instagram.
Histórico criminal e nova detenção
O histórico da ré inclui uma prisão anterior realizada em julho de 2018 na Rodovia Fernão Dias, na cidade de Mairiporã. Naquela ocasião, ela transportava um fuzil calibre 7.62, quatro pistolas de calibre 9 milímetros e centenas de munições. A mulher também foi processada e condenada no ano de 2020 no âmbito da Operação Kleptos, conduzida pela Justiça de Ribeirão Preto. A captura mais recente ocorreu em 5 de junho de 2025, quando policiais da Rota a localizaram na Zona Leste da capital paulista. Ela estava foragida desde a deflagração da Operação Kleptos e permaneceu detida desde então. A condenação atual foi estabelecida com base no artigo 2º da Lei 12.850 de 2013, que trata de organização criminosa. O magistrado fixou a pena em regime fechado e determinou o pagamento de 16 dias-multa. A decisão prevê que Luma permaneça presa durante o andamento do processo e que seja expedida guia de recolhimento provisório caso a defesa apresente recurso.
Quer a sua marca aqui? Anuncie no Ministério da Notícia
Leia também
- INVESTIGAÇÃO
Polícia Civil de SP vai investigar policial citado pelo MP em processo contra Renato Cariani
A Polícia Civil informou neste sábado (31) que a Corregedoria vai apurar a conduta de um policial citado pelo Ministério Público no processo que acusa o influenciador Renato Cariani de tráfico de produtos químicos.
há 19 horas
- SEGURANÇA
Traficante "Colete", do CV, é preso em Duque de Caxias após tiroteio na madrugada
A Polícia Militar prendeu neste sábado (31) Caíque Dias de Souza, o Colete, apontado como integrante do Comando Vermelho e investigado por mais de 20 mortes. Fuzis, uma pistola e granadas foram apreendidos.
31/10/2026
- STF
Moraes manda soltar desembargador preso na Operação Unha e Carne e impõe tornozeleira
O ministro Alexandre de Moraes, do STF, substituiu por medidas cautelares a prisão preventiva do desembargador federal Macário Júdice Neto, investigado por vazar informações sobre operação da PF. A defesa nega as acusações.
30/10/2026






