Kim Jong-un volta à Coreia do Norte por ponte recém-inaugurada após visita a memorial da Guerra da Coreia na China
O líder norte-coreano visitou a cidade chinesa de Dandong e atravessou a nova ponte entre os dois países, em gesto de aproximação com Pequim antes da viagem de Donald Trump à região.

O líder norte-coreano, Kim Jong-un, retornou ao país por via terrestre neste sábado (24), pelo horário de Brasília, já domingo (25) na Ásia, depois de visitar um importante memorial da Guerra da Coreia na cidade chinesa de Dandong, na fronteira entre os dois países. A informação foi divulgada pela imprensa estatal norte-coreana.
A ponte
Kim atravessou uma ponte recém-inaugurada que liga a Coreia do Norte à China, seu principal parceiro comercial. O gesto foi interpretado como símbolo do esforço de Pequim e Pyongyang para ampliar os laços comerciais. Segundo a agência estatal norte-coreana KCNA, ao observar a nova ponte do ponto central da travessia, Kim disse esperar que a estrutura cumpra "corretamente sua missão histórica de ligar os dois países e unir firmemente o sentimento dos povos das duas nações".
Mensagem de aproximação
A imprensa estatal da Coreia do Norte deu destaque ao peso histórico da visita e descreveu a relação entre os dois países como um vínculo "inquebrável", construído durante o conflito de 1950 a 1953. Durante o roteiro, Kim afirmou que o povo norte-coreano vai "lembrar para sempre os anos gloriosos de luta ao lado do povo chinês" e transmitir de geração em geração a gratidão ao povo chinês, que, nas palavras dele, ajudou "nossa revolução com sangue", segundo a KCNA.
Contexto
A visita ocorre antes da viagem do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, à região, prevista para o próximo mês. O movimento coincide com a aproximação militar de Pyongyang com Moscou nos últimos dois anos. A última visita de Kim a Pequim havia sido em setembro de 2025, para um desfile militar, e o presidente chinês, Xi Jinping, esteve na Coreia do Norte em junho. As duas Coreias seguem tecnicamente em guerra, já que o conflito de 1950 a 1953 terminou com um armistício, e não com um tratado de paz.
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