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Ministério da Notícia
CASO THAWANNA

Justiça torna ré policial militar acusada de matar mulher durante abordagem na Zona Leste de São Paulo

A Justiça aceitou nesta segunda-feira (19) a denúncia do Ministério Público e tornou ré a soldado da PM acusada de matar Thawanna Salmázio, de 31 anos. Os promotores pedem R$ 1 milhão em reparação à família.

Redação MNSegurança2 min de leitura
Justiça torna ré policial militar acusada de matar mulher durante abordagem na Zona Leste de São Paulo
Foto: Reprodução

A Justiça aceitou nesta segunda-feira (19) a denúncia do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) contra uma policial militar acusada de matar uma mulher com um tiro durante uma abordagem na Zona Leste da capital. Com a decisão, a agente passa a responder como ré por homicídio triplamente qualificado, por motivo fútil, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima, Thawanna Salmázio, de 31 anos. Não houve manifestação da defesa da policial no material disponível.

O que diz a acusação

Segundo a denúncia, o crime ocorreu na madrugada de 3 de abril deste ano. Thawanna caminhava com o companheiro quando uma viatura da PM passou e atingiu o braço do homem. Houve então um desentendimento, e a policial disparou uma vez, com arma calibre .40, atingindo a região do abdômen da mulher.

Os promotores sustentam que a vítima estava desarmada e que não havia situação que justificasse o uso de força letal. Também afirmam que ela ficou ferida por mais de 30 minutos até receber atendimento, o que, na avaliação da Promotoria, caracteriza meio cruel. Os promotores pedem ainda que a Justiça fixe valor mínimo de R$ 1 milhão para reparar os danos causados aos familiares.

A investigação

A Corregedoria da Polícia Militar concluiu que a soldado teve intenção de matar e apontou indícios de homicídio doloso qualificado, sem elementos que configurem legítima defesa. A versão apresentada pela PM era de legítima defesa: segundo o relato incorporado ao inquérito, a vítima teria dado um tapa no rosto da policial e avançado na direção dela. Depoimentos colhidos apresentaram versões diferentes sobre como a discussão começou.

A soldado está afastada do cargo desde o episódio. O relatório do inquérito policial militar, concluído em 1º de junho, foi enviado à Justiça Militar.

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