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JOGO NO MARACANÃ

Justiça suspende pedido do Vasco para mandar jogo no Maracanã

Magistrada apontou risco de decisões contraditórias devido a outra ação movida por um torcedor sobre o mesmo tema.

Redação MNEsportes3 min de leitura
Justiça suspende pedido do Vasco para mandar jogo no Maracanã
Foto: Ministério da Notícia

A Justiça do Rio de Janeiro suspendeu nesta sexta-feira a ação movida pelo Vasco para mandar a partida contra o Boca Juniors no Maracanã, marcada para o dia 20 de outubro pela semifinal da Copa Sul-Americana. A decisão foi tomada pela juíza Adriana Laia Franco, da 2ª Vara Cível da Capital, após o clube tentar garantir o uso do estádio gerido pelo consórcio da dupla Flamengo e Fluminense. O processo do clube ficará suspenso por 20 dias, após um prazo inicial de 48 horas para o consórcio responder aos pedidos urgentes da diretoria vascaína.

A magistrada justificou a medida ao apontar a existência de um processo anterior sobre o mesmo assunto, impetrado por um torcedor cruz-maltino no dia 29 de setembro por meio de Ação Popular. Essa primeira ação tramita na 2ª Vara de Fazenda Pública e teve o pedido negado em primeira instância. O autor recorreu ao Tribunal de Justiça por meio de um Agravo de Instrumento, cujo julgamento ainda não aconteceu. Segundo a juíza, embora as ações tenham partes e fundamentos jurídicos diferentes, ambas discutem a possibilidade da partida no Maracanã e apresentam risco de decisões contraditórias.

Para justificar o pedido na Justiça, o Vasco argumentou que São Januário não atende ao requisito mínimo de capacidade estabelecido pela Conmebol para esta fase do torneio, que exige 30 mil torcedores. O clube destacou que a capacidade do Maracanã é mais de três vezes maior e mencionou uma manifestação favorável da Polícia Militar para a realização do confronto no local. A petição exigiu a carga máxima de ingressos, autorização para mosaico e exibição de faixas no centro do campo. O clube também cobrou multa diária de um milhão de reais em caso de descumprimento, além de custas processuais e honorários advocatícios.

Prazos e alternativas para o mando de campo

Enquanto o impasse jurídico se desenrola, a diretoria enfrenta prazos apertados para definir o local da partida decisiva. O clube tem até o dia 10 de outubro para informar à Conmebol um estádio localizado no Rio de Janeiro. Caso a opção seja por um estádio fora do estado, a definição final precisa acontecer na próxima segunda-feira. O andamento do recurso que tramita no Tribunal de Justiça poderá influenciar diretamente o desfecho da ação proposta pelo Vasco na 2ª Vara Cível da Capital.

Paralelamente à disputa judicial pelo Maracanã, a diretoria vascaína busca alternativas junto à entidade sul-americana. Na quarta-feira passada, o clube apresentou às autoridades um projeto para ampliar a capacidade de São Januário para 24 mil torcedores. Mesmo com a reforma planejada, o estádio histórico ainda ficaria abaixo do patamar mínimo exigido pela Conmebol para a fase semifinal. A instituição tenta convencer a entidade a abrir uma exceção regulamentar para permitir a realização do jogo na sua própria casa.

A disputa envolve diretamente o consórcio administrador do Maracanã, que teve prazo para apresentar alegações contra a tentativa do clube rival. O processo principal agora aguarda o desdobramento do recurso protocolado pelo torcedor no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. A indefinição mantém o clube pressionado pelas exigências logísticas do torneio continental e pelas regras de capacidade dos estádios.

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