Justiça do Rio condena três PMs apontados como integrantes do "novo Escritório do Crime"; penas chegam a 63 anos
O sargento Bruno Marques da Silva pegou 63 anos de prisão e outros dois policiais militares foram condenados a 27 anos cada. O grupo é acusado de homicídios por encomenda e venda ilegal de armas.

A Justiça do Rio de Janeiro condenou nesta terça-feira (27) três policiais militares apontados como integrantes do grupo criminoso chamado "novo Escritório do Crime". As penas chegam a 63 anos de prisão.
As penas
O sargento Bruno Marques da Silva, conhecido como Bruno Estilo, foi condenado a 63 anos de prisão por organização criminosa armada e comércio ilegal de armas e munição. O capitão Alessander Ribeiro Estrella e o sargento Diogo Briggs Climaco das Chagas receberam 27 anos de prisão cada, por comércio ilegal de armas e munição.
A sentença manteve a prisão preventiva de Bruno e de Alessander. Diogo Briggs poderá recorrer em liberdade.
Os dois sargentos também foram condenados à exclusão da Polícia Militar, depois que forem esgotadas todas as possibilidades de recurso. Como Alessander é oficial, o caso será encaminhado ao Tribunal de Justiça, que decidirá se ele deve ser expulso da corporação.
A acusação
Segundo a denúncia do Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Rio, o grupo atuava nos moldes do antigo bando de extermínio liderado pelo ex-capitão do Bope Adriano da Nóbrega. A quadrilha é investigada por pelo menos duas execuções à luz do dia, feitas por ordem da contravenção.
Entre os assassinatos descritos na denúncia estão os de Fábio Romualdo Mendes, morto em Vargem Pequena, na Zona Sudoeste do Rio, em setembro de 2021, e de Neri Peres Júnior, morto em Realengo, na Zona Oeste, no mês seguinte.
A denúncia também descreve a participação dos três policiais em negociações clandestinas de armamentos, entre elas a venda de armas e munições desviadas de apreensões feitas pela própria corporação. Bruno Estilo é apontado tanto como participante do planejamento e da execução de homicídios quanto como negociador de armas, carregadores e munições. Alessander e Diogo são acusados de fornecer material bélico à organização.
Defesas
As defesas de Alessander Estrella e Diogo Briggs não se manifestaram. Não foi possível contato com a defesa de Bruno Marques da Silva.
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