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FUTEBOL E JUSTIÇA

Justiça rejeita denúncia do MP contra o presidente do Corinthians no caso da empresa de segurança

A juíza da 2ª Vara Criminal de São Paulo rejeitou a denúncia por apropriação indébita contra Osmar Stabile. O Ministério Público informou que vai recorrer.

Redação MNEsportes2 min de leitura
Justiça rejeita denúncia do MP contra o presidente do Corinthians no caso da empresa de segurança
Foto: Reprodução

A 2ª Vara Criminal de São Paulo rejeitou, nesta quinta-feira (29), a denúncia do Ministério Público contra Osmar Stabile, presidente do Corinthians. A acusação era de apropriação indébita e tinha relação com a contratação da empresa Bear Security. O Ministério Público de São Paulo informou que vai recorrer da decisão.

O que decidiu a Justiça

A juíza Daniela Martins de Castro Mariani Cavallanti concluiu que a denúncia não reúne os requisitos necessários para o regular exercício da ação penal. Segundo a magistrada, a narrativa do Ministério Público "não ultrapassa o campo da conjectura" quanto à suposta destinação particular dos recursos.

Na decisão, a juíza apontou que a contratação da Bear Security teve aprovação do setor de compliance do clube, que os pagamentos foram feitos diretamente à empresa, com notas fiscais e registros contábeis, e que os serviços foram efetivamente prestados.

A magistrada ponderou ainda que uma eventual irregularidade administrativa no âmbito do clube não é necessariamente crime,. Os pedidos de medidas cautelares, que incluíam bloqueio de bens e afastamento da presidência, também foram negados.

O que dizia a acusação

A denúncia, apresentada pelo promotor Cássio Conserino, afirmava que Stabile teria usado dinheiro do clube para pagar a Bear Security, que fez sua segurança pessoal e, possivelmente, a de familiares. Segundo o Ministério Público, foram 15 pagamentos entre julho de 2025 e agosto de 2026, com valores de R$ 33 mil a R$ 65 mil, e prejuízo estimado de R$ 721.194,66 aos cofres do clube.

Quando o caso veio à tona, em junho, o Corinthians afirmou que Stabile solicitou a contratação da empresa por relação de confiança nos profissionais e que o contrato passou pelo sistema de compliance.

Procedimento interno

Em paralelo à decisão judicial, a Comissão de Ética e Disciplina do Corinthians avançou em um procedimento que apura possíveis irregularidades do presidente. Em despacho assinado por Leonardo Pantaleão, presidente do órgão, foi determinada a mudança do rito para o previsto no Estatuto Social em casos de impeachment do presidente. A decisão não significa que Stabile tenha sido condenado ou afastado do cargo, e o processo seguirá as etapas estatutárias, com garantia de defesa.

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