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Ministério da Notícia
CASO CARLOS BOULOS

Justiça nega prisão preventiva de motorista que atropelou tio de Boulos, mas aceita denúncia e suspende a CNH

O juiz recebeu a denúncia do Ministério Público e impôs medidas cautelares a Amilton Jusselino Rodrigues, investigado pela morte de Carlos Boulos, de 80 anos. A defesa nega intenção de matar.

Redação MNSegurança2 min de leitura
Justiça nega prisão preventiva de motorista que atropelou tio de Boulos, mas aceita denúncia e suspende a CNH
Foto: Reprodução

A Justiça de São Paulo negou nesta terça-feira (20) o pedido de prisão preventiva de Amilton Jusselino Rodrigues, investigado por atropelar e matar Carlos Boulos, de 80 anos, tio do ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos. O juiz Daniel de Medeiros Silva Corrô, porém, recebeu a denúncia do Ministério Público e determinou medidas cautelares.

O que o juiz decidiu

A autoridade policial e o Ministério Público haviam pedido a prisão, alegando a fuga do local e a necessidade de garantir a ordem pública. O magistrado entendeu que os requisitos legais não estavam integralmente preenchidos. Segundo a decisão, o acusado se apresentou às autoridades depois do ocorrido e não representa risco às investigações.

Entre as medidas cautelares estão a suspensão da Carteira Nacional de Habilitação, o comparecimento mensal em juízo e a proibição de mudar de endereço ou se ausentar do domicílio sem autorização. O juiz deu dez dias para a defesa apresentar resposta escrita à acusação e determinou exames periciais e necroscópicos.

O caso

O atropelamento ocorreu na noite de 3 de outubro, na Avenida 23 de Maio, no Centro de São Paulo, após uma discussão de trânsito. Segundo a polícia, Carlos Boulos desceu da caminhonete para falar com o motorista de um carro que estava atrás e foi atingido. Ele caiu, bateu a cabeça e morreu em 6 de outubro. O ocorrido foi registrado em vídeo, e as imagens permitiram identificar a placa do veículo. O motorista prestou depoimento e foi liberado, sem prisão em flagrante.

Defesa

A defesa afirma que Amilton tentou deixar o local por se sentir ameaçado e para proteger a esposa e o filho, e que não houve intenção de atingir ou matar a vítima. O advogado Natan Tolintino disse que é precipitado afirmar que houve intenção de matar e que a dinâmica será esclarecida por imagens, perícia e demais elementos. Ministério Público e defesa não tinham comentado a decisão no texto de origem.

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