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SEGURANÇA

Justiça Militar decreta prisão preventiva de soldado que sumiu de quartel no Recife com fuzil e munições

A Justiça Militar da União mandou prender o soldado de 20 anos que desapareceu em 17 de outubro levando um fuzil FAL e 20 cartuchos. Uma jovem já foi presa por ajudá-lo.

Redação MNSegurança2 min de leitura
Justiça Militar decreta prisão preventiva de soldado que sumiu de quartel no Recife com fuzil e munições
Foto: Reprodução

A Justiça Militar da União (JMU) decretou nesta terça-feira (20) a prisão preventiva do soldado Pedro Gabriel Bezerra, de 20 anos, que desapareceu de um quartel no Recife com um fuzil e 20 munições. A decisão também autorizou busca e apreensão em um imóvel ligado ao militar, em Paulista, na Região Metropolitana.

O desaparecimento

O soldado trabalhava como sentinela no 7º Depósito de Suprimento, no bairro do Cabanga, área central do Recife, e foi dado como desaparecido na madrugada de sábado (17), durante uma troca de turno. Segundo a Justiça Militar, ele deixou o local entre meia-noite e 2h, levando um fuzil FAL e 20 cartuchos de calibre 7,62 mm. O caso é apurado em um Inquérito Policial Militar.

A decisão

A medida foi assinada pela juíza federal da Justiça Militar Maria do Socorro Leal. Ela considerou que documentos da fase preliminar da investigação, como a escala de serviço, o controle de saída do armamento e os registros da ocorrência, são elementos suficientes para justificar as medidas cautelares.

Prisão e buscas

Na segunda-feira (19), uma jovem, cujo nome não foi divulgado, foi presa por ajudar o soldado a fugir. Segundo o Comando Militar do Nordeste, ela confessou em depoimento ter dado apoio à fuga e disse que encontrou o militar depois. O Exército e a Polícia Militar fazem buscas em Paulista, cidade onde ele mora com os avós. A Polícia Civil registrou a ocorrência de desaparecimento, investigada pela Delegacia de Pessoa Desaparecida.

Versão da família

O advogado da família, Jario Santos, afirmou que não há imagens de câmeras de segurança mostrando o soldado saindo do quartel, nem confirmação de que ele tenha deixado o local. A mãe, Tamires Ferreira, disse que ele tem quase dois anos de serviço, voltou de férias na quarta-feira (14) e não demonstrou comportamento estranho. Não há, nos dados disponíveis, manifestação do soldado sobre as acusações.

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