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Justiça Desportiva barra Tifanny por unanimidade, e TJ-RJ suspende liminar que a liberava na Superliga

Com duas decisões no mesmo dia, a jogadora do Osasco fica sem condição de jogo nas competições da CBV. A defesa vai pedir reavaliação ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

Redação MNEsportes2 min de leitura
Justiça Desportiva barra Tifanny por unanimidade, e TJ-RJ suspende liminar que a liberava na Superliga
Foto: Reprodução

A Justiça Desportiva decidiu, por unanimidade, contra a elegibilidade da jogadora Tifanny Abreu em partidas de competições organizadas pela Confederação Brasileira de Vôlei (CBV). A audiência foi realizada nesta sexta-feira (23). No mesmo dia, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) suspendeu a liminar de primeira instância que autorizava a atleta a defender o Osasco na Superliga. Com as duas decisões, ela fica sem condição de jogo.

As decisões

A liminar derrubada havia sido concedida pela Justiça do Rio de Janeiro e suspendeu a determinação da CBV, o que permitiu a participação da atleta nos jogos contra o Praia Clube, pela Supercopa, e contra o Brasília, na estreia da Superliga.

A regra da CBV

Tifanny, de 41 anos, disputa a Superliga desde 2017 e está em sua sexta temporada pelo Osasco. Ela foi afetada pela decisão da CBV, anunciada em agosto, de adotar a política do Comitê Olímpico Internacional (COI) para a elegibilidade de atletas trans na categoria feminina. Pela nova regra, as jogadoras precisam apresentar teste genético com resultado negativo para o gene SRY, associado ao desenvolvimento sexual masculino.

O que dizem as partes

Em nota, a CBV afirmou que cumpriu integralmente a decisão anterior enquanto ela esteve em vigor e que seguirá cumprindo todas as determinações do Judiciário e da Justiça Desportiva. A entidade diz manter compromisso com o respeito e a dignidade de todas as atletas e afirma que sua política de elegibilidade é uma norma geral, aplicável igualmente a todas e alinhada aos critérios do COI e da Federação Internacional de Voleibol.

A defesa de Tifanny, conduzida pelo advogado Luis Fernando Novaes, informou que vai pedir reavaliação ao TJ-RJ e seguir pelos caminhos da Justiça comum. O Osasco diz que continua apoiando a atleta, e o departamento jurídico do clube está alinhado ao advogado.

O Osasco joga neste sábado (24), às 16h (de Brasília), em Belo Horizonte, contra o Mackenzie, pela segunda rodada da Superliga Feminina.

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