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Ministério da Notícia
CASO DAVI SEBBA

Justiça condena policiais militares pela morte de advogado em Goiânia

Jonathas Atenevir Jordão e Edinailton Pereira de Souza receberam penas de 12 e 10 anos de prisão; crime em estacionamento de supermercado completou 14 anos.

Redação MNBrasil3 min de leitura
Justiça condena policiais militares pela morte de advogado em Goiânia
Foto: Ministério da Notícia

O Tribunal do Júri de Goiânia condenou dois policiais militares pela morte do advogado Davi Sebba, ocorrida em julho de 2012. A sentença foi proferida nesta sexta-feira (2), após dois dias de julgamento na capital goiana. O ex-policial Jonathas Atenevir Jordão recebeu pena de 12 anos de prisão por homicídio qualificado. Já Edinailton Pereira de Souza foi condenado a 10 anos por homicídio simples e porte de arma.

O terceiro acusado no processo, Luiz Frederico de Oliveira, acabou absolvido das acusações de homicídio e porte de arma. Jonathas Atenevir Jordão, apontado como o autor do disparo fatal, foi absolvido apenas da acusação de porte de arma. O Conselho de Sentença analisou a conduta dos três agentes que participaram da abordagem há 14 anos. A decisão encerra um processo que tramitou por 5.202 dias na Justiça goiana.

O crime aconteceu no estacionamento de um supermercado na região da Avenida T-9, em Goiânia. Davi Sebba tinha 38 anos e foi atingido por um tiro no coração por volta das 19h10. Naquela noite, o advogado comprava itens para o nascimento do primeiro filho. O bebê, Gabriel Davi, nasceu apenas duas horas após a morte do pai.

Divergências na investigação

Os policiais militares alegaram na época que agiram em legítima defesa durante uma operação contra o tráfico de drogas. Segundo o depoimento de Jonathas, o advogado teria apontado uma arma em direção aos agentes à paisana. No entanto, o inquérito policial apontou diversas contradições na versão apresentada pelos militares. A perícia técnica indicou que Davi estava com as duas mãos no volante quando foi baleado.

A investigação concluiu que a cena do crime foi alterada e que uma arma foi plantada no veículo da vítima. Os peritos não encontraram vestígios de pólvora nas mãos do advogado nem impressões digitais dele no revólver apreendido. O relatório também apontou que o corpo e objetos foram retirados do carro antes da chegada da perícia oficial. Dados telefônicos mostraram que os policiais não estavam juntos no momento da abordagem, ao contrário do que relataram.

O caso levou 14 anos para chegar ao júri popular devido a uma série de recursos das defesas. Em 2017, uma decisão inicial chegou a absolver dois dos envolvidos, mas o Ministério Público e a assistência de acusação recorreram. O Tribunal de Justiça de Goiás revisou o entendimento e determinou o julgamento pelo Conselho de Sentença em 2023. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-GO) acompanhou todo o desfecho do julgamento presencialmente.

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