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Juiz federal rejeita em definitivo ação de US$ 10 bilhões de Trump contra jornal americano por carta a Epstein

Juiz de Miami arquivou neste sábado (31) o processo movido por Donald Trump e decidiu que ele não pode ser reapresentado. Para o magistrado, o presidente não demonstrou dolo efetivo dos réus.

Redação MNMundo2 min de leitura
Juiz federal rejeita em definitivo ação de US$ 10 bilhões de Trump contra jornal americano por carta a Epstein
Foto: Reprodução

Um juiz federal dos Estados Unidos rejeitou neste sábado (31) a ação de US$ 10 bilhões movida pelo presidente americano, Donald Trump, contra um jornal americano e o magnata da mídia Rupert Murdoch. O processo tratava de uma reportagem sobre as ligações de Trump com o financista Jeffrey Epstein, denunciado por crimes sexuais.

O que decidiu o juiz

O juiz distrital Darrin Gayles, de Miami, concluiu que Trump não conseguiu demonstrar que os réus fizeram declarações difamatórias com dolo efetivo, requisito previsto na legislação americana para esse tipo de ação movida por figuras públicas. O arquivamento foi em caráter definitivo, o que impede que o mesmo processo seja apresentado novamente.

Na decisão, o magistrado afirmou que a ação estava "se agarrando a qualquer coisa" e tentava "fabricar" falhas na reportagem. Ele também observou que o texto do jornal não ignorou a negativa de Trump: informou aos leitores que o presidente contestava a autenticidade da carta e negava a autoria.

Histórico do caso

A reportagem, publicada no ano passado, descrevia uma carta de conteúdo sexualmente sugestivo, com o desenho de uma silhueta de mulher, que teria o nome de Trump e integraria um álbum organizado para o aniversário de 50 anos de Epstein, em 2003. Trump negou ter escrito a mensagem e classificou a publicação como "falsa, maliciosa e difamatória".

Gayles já havia rejeitado a ação em abril, mas permitiu que Trump apresentasse uma versão reformulada da queixa, protocolada em maio. Na decisão deste sábado, o juiz considerou que as alegações de intenção maliciosa eram vagas, por vezes "inconsistentes e insuficientes" para demonstrar que o jornal publicou informações que sabia serem falsas ou com desprezo imprudente pela verdade.

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