Jordânia diz ter matado mais de 20 militantes do Estado Islâmico em ataques aéreos na Síria; Damasco fala em sete mortos e nega coordenação
O governo jordaniano afirma que bombardeios no sul da Síria, em retaliação a um atentado contra uma igreja, mataram cerca de 20 integrantes do grupo. A Defesa Civil síria diz que sete pessoas morreram, entre elas três crianças.

A Jordânia afirmou nesta terça-feira (27) que suas forças mataram mais de 20 militantes do Estado Islâmico em ataques aéreos no sul da Síria. A ação foi apresentada como resposta a um atentado contra uma igreja em território jordaniano, na semana passada, que deixou nove mortos.
O que diz Amã
As Forças Armadas jordanianas informaram que atacaram "esconderijos de organizações terroristas" no sudeste da Síria na noite de segunda-feira (26), em retaliação pelos mortos no atentado. O Exército disse que os grupos atingidos têm ligação com os autores do ataque à igreja, sem especificar quais são. Depois, o ministro da Comunicação do governo, Mohammed al-Momani, afirmou que os alvos eram posições do Estado Islâmico e estimou em 20 o número de integrantes mortos. Segundo as autoridades, houve ainda a destruição de um depósito de armas.
Separadamente, forças de segurança da Jordânia disseram ter prendido dois irmãos e o cunhado deles após um tiroteio relacionado ao atentado à igreja. O ministro afirmou que o país evitou atingir civis e lamentou as vítimas.
O que diz Damasco
A Defesa Civil da Síria declarou que os bombardeios nas províncias de Deraa e Suweida mataram sete pessoas, entre elas três crianças e uma mulher. Segundo o órgão, cinco civis de uma mesma família, entre eles três crianças, morreram em um ataque que atingiu uma tenda. Dois homens, de 80 e 60 anos, teriam morrido em outros dois ataques.
A Jordânia declarou que a ação foi coordenada com o governo sírio. As autoridades sírias negaram a coordenação e manifestaram "total ressalva" ao ataque.
Tensão entre aliados
Os dois países são aliados dos Estados Unidos. A Jordânia já havia feito ataques aéreos no sul da Síria contra alvos ligados ao tráfico de drogas, tanto no regime de Bashar al-Assad quanto sob o atual presidente, Ahmed al-Sharaa. Os bombardeios mais recentes provocaram indignação na Síria, que estreitou laços com a Jordânia desde a queda de Assad, em 2024, e afirma buscar conter o extremismo.
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