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ESPAÇO

Japão lança sonda para tentar trazer à Terra as primeiras amostras de Fobos, lua de Marte

A sonda MMX decolou em um foguete H3 do Centro Espacial de Tanegashima. A Jaxa pretende coletar ao menos 10 gramas da superfície de Fobos e trazê-las à Terra em 2031.

Redação MNTecnologia2 min de leitura
Japão lança sonda para tentar trazer à Terra as primeiras amostras de Fobos, lua de Marte
Foto: Reprodução

O Japão lançou uma espaçonave não tripulada em direção a Fobos, a maior lua de Marte, em missão que pretende ser a primeira a coletar amostras de uma lua marciana e trazê-las de volta à Terra. A sonda Martian Moons eXploration (MMX), da Agência Japonesa de Exploração Aeroespacial (Jaxa), decolou a bordo de um foguete H3 às 4h41 de terça-feira (20) no Japão, o que corresponde às 16h41 de segunda-feira (19) em Brasília, a partir do Centro Espacial de Tanegashima.

Cronograma da missão

A previsão é que a sonda chegue a Marte em agosto de 2027 e traga as amostras de volta à Terra em 2031. Ao chegar, ela entrará em órbita próxima a Fobos, observará o satélite em detalhes e fará a tentativa de coleta. Depois, iniciará a viagem de retorno, que leva cerca de um ano. A Jaxa pretende recolher pelo menos 10 gramas de material da superfície.

Por que Fobos

Fobos orbita Marte três vezes por dia, a cerca de 6.000 km da superfície, e tem formato irregular, com dimensões aproximadas de 27 km por 22 km por 18 km. Segundo os cientistas japoneses, por ser um corpo pequeno, pode ter mudado pouco ao longo do tempo e conservar informações sobre a evolução da região de Marte.

A origem das duas luas marcianas, Fobos e Deimos, é debatida. Uma hipótese é que tenham se formado de destroços lançados ao espaço após uma colisão entre Marte e outro corpo. Outra é que sejam asteroides capturados pela gravidade do planeta. As observações da MMX e a análise das amostras podem indicar qual cenário é o mais provável.

O foguete

O lançamento marcou a primeira missão interplanetária do H3, principal veículo lançador do Japão. O foguete sofreu uma falha de grande repercussão em seu voo inaugural, em 2023, quando o motor do segundo estágio não entrou em ignição, mas desde então fez uma série de lançamentos, a maioria bem-sucedida.

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