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Itamaraty rebate Milei após comentário sobre possível fraude na eleição brasileira

O Ministério das Relações Exteriores classificou como "nova e inaceitável tentativa de ingerência externa" as declarações do presidente argentino, Javier Milei, sobre o segundo turno no Brasil.

Redação MNMundo2 min de leitura
Itamaraty rebate Milei após comentário sobre possível fraude na eleição brasileira
Foto: Reprodução

O Ministério das Relações Exteriores do Brasil reagiu nesta terça-feira (20) a comentários do presidente da Argentina, Javier Milei, sobre a possibilidade de fraude no segundo turno da eleição presidencial brasileira, marcado para o próximo domingo (25).

A nota do Itamaraty

Em comunicado, a chancelaria afirmou que "as ofensas de hoje do Presidente da República Argentina ao Brasil, desta vez dirigidas ao Poder Judiciário e ao sistema de voto eletrônico, constituem nova e inaceitável tentativa de ingerência externa no processo democrático brasileiro". O texto acrescenta que o sistema brasileiro de voto eletrônico é "comprovadamente seguro, nunca registrou irregularidades" e que observadores eleitorais do mundo inteiro já ratificaram essa realidade no primeiro turno.

O que disse Milei

Nas redes sociais, Milei republicou um texto crítico ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no qual o autor diz esperar que "o último truque sujo de campanha deles não inclua roubar a eleição". O texto classifica Lula como "esquerdista ladrão".

Antecedentes

Na segunda-feira (19), o presidente argentino já havia respondido, nas redes, a uma fala de Lula no debate com o candidato Flávio Bolsonaro (PL), transmitido no domingo (18). No encontro, Lula perguntou a Flávio se ele pegaria emprestada "a motosserra do Milei", e o senador não respondeu. Milei publicou no Instagram uma charge em que aparece ao lado de Flávio, descrito como "amigo do Milei", com Lula apontando para os dois. Na legenda, escreveu em espanhol: "Lloran los zurdos... Se les viene la noche... VLLC!".

A coordenadora econômica da campanha de Flávio, Daniella Marques, disse em setembro ter mapeado "mil normas" para revogar, com "um pouco de inspiração no que foi feito no governo Milei".

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