Irã diz que Estreito de Ormuz só reabre se os EUA cumprirem sete condições
O principal negociador iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, cobra o cumprimento do acordo provisório de junho. Por Ormuz passava um quinto do petróleo do mundo antes da guerra.

O Irã afirmou neste domingo (4) que o Estreito de Ormuz só será reaberto quando os Estados Unidos cumprirem sete condições. "O Estreito de Ormuz não vai abrir até que nossas sete condições sejam atendidas", disse o presidente do Parlamento iraniano e principal negociador do país, Mohammad Bagher Ghalibaf. O chanceler Abbas Araghchi e o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baghaei, repetiram a posição.
As condições
As exigências se baseiam no memorando de Islamabad, acordo provisório assinado por Estados Unidos e Irã em junho. Entre elas, segundo o jornal The National, estão o fim do bloqueio marítimo, a devolução imediata de recursos iranianos congelados, a liberação das exportações de petróleo do país das sanções e o fim dos combates em todas as frentes. Teerã diz que, atendidas as condições, o estreito pode ser reaberto em até sete dias.
As negociações públicas estão paradas, mas os dois lados mantêm conversas por meio de mediadores do Catar. Na semana passada, o presidente Donald Trump rejeitou uma proposta iraniana para reabrir a passagem.
Por que Ormuz importa
Em tempos de paz, cerca de um quinto do petróleo e do gás natural do mundo passa pelo estreito, que liga o Golfo Pérsico ao oceano. A passagem está praticamente bloqueada há mais de sete meses, desde os ataques de Estados Unidos e Israel ao Irã em 28 de fevereiro, e o tráfego de navios caiu 95% desde então, segundo a Al Jazeera.
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