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ORIENTE MÉDIO

Irã diz que pode reabrir o Estreito de Ormuz em dois dias, se os EUA aceitarem suas condições

O porta-voz da chancelaria iraniana, Esmaeil Baqaei, afirmou nesta segunda-feira (2) que Teerã pode reabrir o estreito em dois dias, e não em sete, caso Washington aceite as exigências do país. A troca de mensagens segue por mediadores.

Redação MNMundo3 min de leitura
Irã diz que pode reabrir o Estreito de Ormuz em dois dias, se os EUA aceitarem suas condições
Foto: Reprodução

O Irã avalia reabrir o Estreito de Ormuz em dois dias, em vez dos sete previstos anteriormente, caso os Estados Unidos aceitem as condições apresentadas por Teerã. A declaração foi do porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baqaei, nesta segunda-feira (2).

O que disse o porta-voz

"A possibilidade de implementar este plano em dois dias é mais uma demonstração da boa-fé do Irã", afirmou Baqaei. Ele acrescentou que, se as demandas iranianas forem atendidas, será possível restaurar a segurança no estreito e retomar as negociações em prazo muito curto.

Segundo o porta-voz, a troca de mensagens com os Estados Unidos continua por meio de mediadores e "tudo depende" de Washington aceitar as condições. "Só então poderemos falar das etapas posteriores", disse. Baqaei também declarou que qualquer ato de agressão contra o Irã receberá uma resposta "contundente, imediata e global".

As condições

O estreito, rota crucial para o transporte mundial de petróleo, está bloqueado por Teerã desde o início da guerra, deflagrada pelos ataques de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã em 28 de fevereiro. O Irã restringe a navegação e ataca navios que tentam atravessá-lo sem autorização iraniana.

Em setembro, o país apresentou, por meio do Catar, uma proposta de reabertura condicionada a um cessar-fogo regional, ao desbloqueio de ativos iranianos no exterior, ao fim das sanções ao setor petrolífero e à suspensão do bloqueio americano aos portos iranianos. Essas condições já constavam do acordo firmado em junho, após um primeiro cessar-fogo em vigor desde abril, que não se sustentou: os ataques foram retomados pouco depois.

No domingo (1º), o chanceler iraniano, Abbas Araghchi, acrescentou duas exigências em entrevista: que Washington aceite a nova rota acertada entre Irã e Omã para a passagem de navios pelo estreito e que reduza sua presença militar no Oriente Médio.

Ameaças de retomada dos ataques

Embora os confrontos tenham diminuído desde setembro, Estados Unidos e Israel, ambos em períodos eleitorais, ameaçaram retomar os ataques. No domingo, o presidente americano, Donald Trump, reiterou a ameaça durante comício em Iowa, às vésperas das eleições de meio de mandato, marcadas para terça-feira (3). "A única razão pela qual ainda não acabei com o Irã é porque quero ser gentil", disse. "Mas, em algum momento, teremos que desferir um golpe contundente contra eles."

Um dia antes, Trump havia afirmado que seu país destruiu grande parte da capacidade militar iraniana, mas que ainda precisava lidar com "um ou dois" objetivos. Até a publicação, não havia resposta oficial de Washington à nova proposta iraniana.

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