Irã ameaça atacar petróleo, cabos e data centers em até sete países do Golfo se EUA e Israel retomarem bombardeios
A advertência foi feita por Mohsen Rezaei, do Conselho Supremo de Segurança Nacional iraniano. Trump diz que não atacará o Irã antes das eleições americanas de 3 de novembro.

O Irã ameaçou nesta quinta-feira (22) atacar instalações petrolíferas, cabos submarinos, data centers e instalações de inteligência artificial em até sete países do Golfo Pérsico caso Estados Unidos e Israel retomem os bombardeios contra seu território. A advertência foi feita por Mohsen Rezaei, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional iraniano.
O que disseram as autoridades iranianas
Mehdi Mohammadi, assessor do presidente do parlamento iraniano, Mohammad Ghalibaf, que liderou a delegação do país nas negociações de paz com Washington, afirmou que o presidente americano, Donald Trump, e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, já teriam chegado a um acordo preliminar sobre uma nova ofensiva, embora ainda haja dúvidas sobre o êxito dela. "Veremos o próximo conflito como uma ameaça existencial. A terceira guerra em dois anos significa uma ameaça à nossa própria existência. Nossa estratégia é zero linhas vermelhas", declarou.
Planos e posição de Washington
As ameaças ocorrem após a imprensa americana revelar que o Pentágono elaborou uma lista de possíveis alvos iranianos, incluindo instalações nucleares, bases de mísseis e estruturas petrolíferas. A ofensiva começaria depois das eleições de meio de mandato dos EUA, marcadas para 3 de novembro. Os Estados Unidos também intensificaram a presença militar no Oriente Médio, com planos de mobilizar três porta-aviões, milhares de fuzileiros navais e caças até o início do próximo mês. Na segunda-feira, Netanyahu se reuniu com o secretário de Defesa americano, Pete Hegseth, para discutir uma eventual ação conjunta.
A posição oficial do governo Trump é que não haverá novos ataques antes das eleições de meio de mandato. "Quero deixar claro a todos que não atacaremos o Irã em nenhum momento antes das eleições de meio de mandato", escreveu o presidente na rede Truth Social na semana passada, acrescentando que Washington mantém "conversas produtivas" com Teerã, sem detalhar o andamento.
Contexto
A guerra, iniciada em 28 de fevereiro com ataques dos EUA e de Israel ao Irã, contribui para a alta dos combustíveis, impulsionada pelas tensões no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas do comércio mundial de petróleo.
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