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INVESTIMENTO EM SAÚDE

Investimento em saúde evita 739 mil mortes no Brasil

Aplicação correta de recursos pode elevar o PIB em R$ 1 trilhão e aumentar a expectativa de vida da população em cinco anos até 2050.

Redação MNSaúde2 min de leitura
Investimento em saúde evita 739 mil mortes no Brasil
Foto: Ministério da Notícia

O Brasil pode evitar 739 mil mortes prematuras até 2050 se ampliar e direcionar melhor os investimentos em saúde. A medida também tem potencial para injetar mais de R$ 1 trilhão no Produto Interno Bruto (PIB) do país. Os dados constam no recorte nacional da pesquisa A saúde das nações, apresentada nesta terça-feira (6) em San José, na Costa Rica.

O estudo do McKinsey Health Institute analisou o impacto de 300 intervenções baseadas em evidências científicas. O levantamento foca em ações custo-efetivas, que entregam o melhor resultado pelo menor custo necessário. De acordo com a análise, cada dólar investido em medidas eficazes gera um retorno de 2, 1 dólares para a economia brasileira.

A melhoria nos indicadores de saúde reflete diretamente na produtividade geral da população. Com menos mortes de jovens e redução de afastamentos por doenças, o potencial econômico do país aumenta. O impacto positivo também atinge o futuro das crianças, que conseguem avançar nos estudos sem interrupções por problemas de saúde ou necessidade de cuidar de parentes.

A pesquisa estima que a expectativa de vida no Brasil pode subir cinco anos, chegando aos 85 anos de idade. O tempo vivido com boa saúde também deve crescer, passando para 76 anos em média. Atualmente, a estimativa de vida saudável é nove anos menor do que a projetada pelo estudo para as próximas décadas.

Prevenção e políticas fiscais

Cerca de 59% do impacto total projetado depende de ações de prevenção em nível populacional e individual. O relatório sugere a taxação extra de itens prejudiciais, como cigarro, álcool e alimentos ultraprocessados. O objetivo é desestimular o consumo dessas substâncias para reduzir o risco de doenças crônicas e fatores de risco como a obesidade.

No campo terapêutico, o tratamento adequado do câncer e a oferta de remédios psiquiátricos aparecem como prioridades. A América Latina investe hoje 3,7% do PIB em saúde, enquanto países de alta renda destinam 7,9%. O envelhecimento acelerado da população regional exige adaptações rápidas para evitar um déficit econômico causado pelo aumento de anos vividos com enfermidades.

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