Influenciadora e ativista Fernanda Fialho morre aos 30 anos
Criadora do perfil @paraquetabu era referência nacional na causa do autismo e na maternidade atípica; velório ocorreu na Baixada Fluminense.

A influenciadora digital e ativista Fernanda Nathany Fialho Silva morreu na última quinta-feira (1º), aos 30 anos. Conhecida como Fernanda Fialho, ela era uma voz influente na causa do autismo no Brasil. O anúncio do falecimento ocorreu por meio de suas redes sociais oficiais com uma homenagem à sua trajetória. A causa da morte não foi informada pela família ou pelos assessores da criadora de conteúdo.
Fernanda mantinha o perfil @paraquetabu no Instagram, onde reunia cerca de 177 mil seguidores interessados em seu trabalho. Na plataforma, ela compartilhava sua rotina como mulher autista e mãe de uma criança também autista. Suas publicações focavam na vida adulta, na maternidade atípica e na quebra de preconceitos sobre a neurodivergência. Ela nasceu em 9 de novembro de 1996 e dedicou os últimos anos à conscientização sobre o tema.
Além do trabalho digital, Fernanda atuava como palestrante em diversos eventos por todo o território nacional. Ela participou da primeira edição da ExpoTEA, que publicou uma nota de pesar destacando sua contribuição para a comunidade. A influenciadora também estava confirmada para participar do evento Florescer 2026, voltado ao mesmo público. Suas palestras abordavam temas como inclusão, informação e o respeito necessário às pessoas autistas no cotidiano.
Diversas entidades e personalidades do meio digital manifestaram pesar pela perda precoce da ativista fluminense. O Sindicato dos Bancários de Brasília, onde o pai de Fernanda trabalha, destacou o papel dela na conscientização social. A ex-atriz Cecília Dassi e a educadora Renata Ragazzo também publicaram mensagens de solidariedade aos familiares. O médico Thiago Castro afirmou que a comunidade autista está de luto e pediu apoio financeiro para a família da jovem.
Despedida e legado
O velório de Fernanda Fialho aconteceu neste sábado (3), no Cemitério Parque Jardim de Mesquita. O local de sepultamento fica na Baixada Fluminense, região metropolitana do estado do Rio de Janeiro. Amigos, familiares e admiradores de seu trabalho compareceram para prestar as últimas homenagens à influenciadora. A cerimônia marcou o encerramento de uma trajetória reconhecida pela dedicação integral à causa da neurodivergência e da inclusão.
A trajetória de Fernanda foi marcada pela transformação de experiências pessoais em ferramentas de educação para milhares de pessoas. Ela utilizava sua própria vivência para humanizar o diagnóstico de autismo em adultos e também em crianças pequenas. As mensagens deixadas em seu perfil oficial ressaltam que sua história e sua voz permanecem como referência para seus seguidores. O impacto de seu trabalho é lembrado por transformar o modo como o autismo é discutido nas redes sociais brasileiras atualmente.
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