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COMÉRCIO EXTERIOR

Importações dos EUA batem recorde de US$ 427 bilhões em setembro, puxadas por computadores e equipamentos de IA

Os Estados Unidos importaram US$ 427 bilhões em setembro, novo recorde nominal, segundo o Departamento de Comércio. Déficit comercial do mês recuou 0,7%, para US$ 105 bilhões.

Redação MNEconomia2 min de leitura
Importações dos EUA batem recorde de US$ 427 bilhões em setembro, puxadas por computadores e equipamentos de IA
Foto: Reprodução

As importações dos Estados Unidos chegaram a US$ 427 bilhões (R$ 2,34 trilhões) em setembro, novo recorde nominal, segundo dados do Departamento de Comércio do país. O resultado representa alta de 1,2% em relação a agosto e foi puxado principalmente por computadores e outros equipamentos ligados à expansão da inteligência artificial.

O que subiu

As compras de bens de capital avançaram US$ 12 bilhões (R$ 66 bilhões) e chegaram a US$ 158 bilhões (R$ 865 bilhões), também um recorde. Computadores e acessórios responderam pela maior parte da alta, enquanto as importações de semicondutores caíram. O dado indica que o avanço não veio de uma alta generalizada das compras, mas de demanda concentrada em equipamentos para empresas.

Déficit e exportações

O déficit comercial americano recuou 0,7% em setembro, para US$ 105 bilhões (R$ 575 bilhões). As exportações cresceram mais que as importações no mês: subiram 1,9%, para US$ 322 bilhões (R$ 1,76 trilhão). Ainda assim, os EUA registraram déficits recordes no comércio de bens com México, Vietnã, Taiwan e Coreia do Sul. O saldo negativo com Taiwan ficou em cerca de US$ 22 bilhões (R$ 120 bilhões).

No acumulado de janeiro a setembro, o déficit de bens e serviços caiu 12,2% ante o mesmo período de 2025. As exportações subiram 11,6% e as importações, 6,2%.

Efeito sobre as tarifas e o PIB

O número mostra um limite das tarifas impostas pelo presidente Donald Trump: elas podem encarecer produtos estrangeiros, mas não eliminam a dependência de fornecedores externos em setores em que as empresas americanas seguem comprando máquinas e componentes. O dado mensal, porém, não mede sozinho o efeito das tarifas, já que no início de 2025 empresas anteciparam encomendas para se proteger de aumentos.

No terceiro trimestre, a economia cresceu a uma taxa anualizada de 3,4%, e as importações retiraram 2,64 pontos percentuais desse resultado, pois entram descontadas no cálculo do PIB. A alta das compras de computadores e equipamentos também alimentou o investimento empresarial, um dos fatores que impulsionaram o crescimento no período.

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