Governo do Iêmen lança ofensiva para retomar território dos houthis, e rebeldes atacam a Aramco
Com apoio da Arábia Saudita, o presidente do conselho que governa o país anunciou operação para tomar de volta todas as áreas rebeldes. Os houthis dizem ter disparado mísseis contra instalações de petróleo sauditas.

O chefe do Conselho de Liderança Presidencial do Iêmen, Rashad al-Alimi, anunciou neste domingo (4) o início de uma operação militar para retomar todo o território que ainda está nas mãos dos houthis, o grupo rebelde apoiado pelo Irã. Em pronunciamento na televisão, ele disse que o objetivo é estender a autoridade do Estado a todo o país e mandou as forças armadas cumprirem um plano aprovado "até que o país seja libertado" do grupo.
O governo de al-Alimi é reconhecido internacionalmente e tem o apoio da Arábia Saudita, que lidera uma coalizão militar contra os houthis.
Por que agora
A guerra no Iêmen começou em 2014, quando os houthis tomaram a capital, Sanaa. Uma trégua frágil assinada em 2022 desmoronou em julho deste ano. Em meados de setembro, os rebeldes avançaram sobre a costa do Mar Vermelho, tomaram a cidade portuária de Mocha e ilhas estratégicas no estreito de Bab al-Mandeb, uma das rotas de navegação mais importantes do mundo. Fontes de segurança ouvidas pela agência AFP dizem que o grupo cercou a cidade de Taiz, controlada pelo governo, ao cortar a principal estrada de abastecimento.
Ataques dos dois lados
Segundo a coalizão liderada pelos sauditas, foram feitas 97 operações de ataque neste domingo, com aviões, drones, artilharia e mísseis. Um oficial do governo iemenita afirmou que, no sábado (3), foram 257 ataques e que ao menos 700 combatentes houthis morreram, número que não pôde ser confirmado de forma independente.
Os houthis responderam. O porta-voz militar do grupo, Yahya Saree, disse que foram disparados mísseis balísticos e drones contra instalações da petroleira estatal saudita Aramco em Riad e em Khurais. A Arábia Saudita não havia detalhado danos até a publicação.
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