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GUERRA NO IÊMEN

Governo do Iêmen lança ofensiva para retomar território dos houthis, e rebeldes atacam a Aramco

Com apoio da Arábia Saudita, o presidente do conselho que governa o país anunciou operação para tomar de volta todas as áreas rebeldes. Os houthis dizem ter disparado mísseis contra instalações de petróleo sauditas.

Redação MNMundo2 min de leitura
Governo do Iêmen lança ofensiva para retomar território dos houthis, e rebeldes atacam a Aramco
Foto: Ministério da Notícia

O chefe do Conselho de Liderança Presidencial do Iêmen, Rashad al-Alimi, anunciou neste domingo (4) o início de uma operação militar para retomar todo o território que ainda está nas mãos dos houthis, o grupo rebelde apoiado pelo Irã. Em pronunciamento na televisão, ele disse que o objetivo é estender a autoridade do Estado a todo o país e mandou as forças armadas cumprirem um plano aprovado "até que o país seja libertado" do grupo.

O governo de al-Alimi é reconhecido internacionalmente e tem o apoio da Arábia Saudita, que lidera uma coalizão militar contra os houthis.

Por que agora

A guerra no Iêmen começou em 2014, quando os houthis tomaram a capital, Sanaa. Uma trégua frágil assinada em 2022 desmoronou em julho deste ano. Em meados de setembro, os rebeldes avançaram sobre a costa do Mar Vermelho, tomaram a cidade portuária de Mocha e ilhas estratégicas no estreito de Bab al-Mandeb, uma das rotas de navegação mais importantes do mundo. Fontes de segurança ouvidas pela agência AFP dizem que o grupo cercou a cidade de Taiz, controlada pelo governo, ao cortar a principal estrada de abastecimento.

Ataques dos dois lados

Segundo a coalizão liderada pelos sauditas, foram feitas 97 operações de ataque neste domingo, com aviões, drones, artilharia e mísseis. Um oficial do governo iemenita afirmou que, no sábado (3), foram 257 ataques e que ao menos 700 combatentes houthis morreram, número que não pôde ser confirmado de forma independente.

Os houthis responderam. O porta-voz militar do grupo, Yahya Saree, disse que foram disparados mísseis balísticos e drones contra instalações da petroleira estatal saudita Aramco em Riad e em Khurais. A Arábia Saudita não havia detalhado danos até a publicação.

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