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Ibovespa sobe após seis quedas seguidas, acompanhando Nova York, e mercado aguarda decisão do Copom

O Ibovespa avançava 0,82% na manhã desta quarta-feira, aos 166.891 pontos, tentando interromper uma sequência de seis quedas. O dólar tinha leve alta, a R$ 5,4915, e investidores aguardam a decisão do Copom sobre os juros.

Redação MNEconomia2 min de leitura
Ibovespa sobe após seis quedas seguidas, acompanhando Nova York, e mercado aguarda decisão do Copom
Foto: Reprodução

O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, subia na manhã desta quarta-feira (4), acompanhando o avanço dos mercados internacionais depois das eleições legislativas nos Estados Unidos. Às 11h20, o índice avançava 0,82%, aos 166.891 pontos, na tentativa de interromper uma sequência de seis quedas. Os investidores também aguardam a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central sobre os juros.

Dólar e Nova York

Às 11h38, o dólar registrava leve alta de 0,03%, cotado a R$ 5,4915. A vitória dos democratas no Congresso americano impulsionava as bolsas de Nova York: às 11h30, o Dow Jones subia 1,89%, o S&P 500 avançava 1,13% e o Nasdaq ganhava 1,06%.

O que puxa o índice

No Brasil, ações de bancos, varejistas e da Vale contribuíam para a recuperação do índice, enquanto a Petrobras recuava. O movimento representa melhora em relação à abertura, quando a Bolsa brasileira chegou a operar praticamente estável. As preocupações com o custo do crédito e com as contas públicas continuam no radar.

Juros e Focus

Para Gustavo Assis, CEO da Asset, o principal freio para a Bolsa continua sendo o custo do dinheiro. Ele afirma que juros elevados encarecem o capital de giro, dificultam o refinanciamento de dívidas e limitam compras parceladas, além de aumentarem a remuneração da renda fixa, o que leva o investidor a exigir maior retorno para assumir risco em ações.

O Boletim Focus divulgado na terça-feira (3) mostrou piora das expectativas das instituições financeiras para 2027. A projeção para a Selic no fim do próximo ano passou de 11,75% para 12,50%, e a estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) caiu de 1,31% para 1,20%.

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