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FEMINICÍDIO

Grávida de seis meses e a mãe são mortas em Jacupiranga; padrasto é preso em hotel com nome falso

Tamiris Siqueira Ribeiro, de 25 anos, e Lucimara Lopes Siqueira, de 52, foram atacadas em casa no Vale do Ribeira. O suspeito fugiu de moto e foi encontrado na cidade vizinha.

Redação MNSegurança2 min de leitura
Grávida de seis meses e a mãe são mortas em Jacupiranga; padrasto é preso em hotel com nome falso
Foto: Ministério da Notícia

Uma jovem grávida de seis meses e a mãe dela foram mortas dentro de casa em Jacupiranga, no Vale do Ribeira, interior de São Paulo. O principal suspeito é o padrasto da jovem, companheiro da mãe, que foi preso horas depois em um hotel de uma cidade vizinha, onde tinha se registrado com nome falso.

As vítimas são Tamiris Siqueira Ribeiro, de 25 anos, e Lucimara Lopes Siqueira, de 52. O crime aconteceu na manhã de quinta-feira (1º), na casa da família, no bairro Guaraú. Parentes encontraram as duas no quintal, com ferimentos na cabeça.

Câmeras registraram a fuga

Imagens de câmeras de segurança mostram Tamiris tentando fugir do padrasto pouco antes de ser morta. As gravações também registram a mãe em luta corporal com o companheiro, que estava armado. Minutos depois, o suspeito deixou o local de moto.

Uma arma branca que, segundo a polícia, pode ter sido usada no ataque foi apreendida na casa.

Preso a 16 quilômetros

O homem foi localizado em um hotel em Pariquera-Açu, a cerca de 16 quilômetros de Jacupiranga. Segundo a polícia, ele tinha se hospedado com um nome falso. No momento da abordagem, precisou receber atendimento médico antes de ser levado sob custódia.

A prisão foi convertida em preventiva, sem prazo para terminar. A reportagem não conseguiu identificar o advogado de defesa do suspeito.

Histórico de agressividade

O caso foi registrado como feminicídio e violência doméstica na Delegacia de Defesa da Mulher de Jacupiranga. A gravidez da jovem pode pesar como agravante na investigação.

Parentes ouvidos pela imprensa descreveram o suspeito como possessivo e disseram que a mãe já tinha relatado o comportamento agressivo do companheiro.

Vítimas de violência doméstica podem pedir ajuda pelo 180, a Central de Atendimento à Mulher, que funciona 24 horas e é gratuita. Em emergência, o número é o 190.

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