Governo Trump diz ter revogado mais de 300 mil vistos desde o início do segundo mandato
O Departamento de Estado dos EUA informou que passou de 300 mil o total de vistos revogados desde janeiro de 2025. Em agosto, o número divulgado era de mais de 175 mil.

O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, revogou mais de 300 mil vistos durante o segundo mandato, informou o Departamento de Estado nesta terça-feira (20). O dado foi divulgado enquanto o governo federal mantém uma ampla ofensiva contra a imigração, uma das principais bandeiras políticas do republicano.
Ritmo mais acelerado
O número indica aceleração nas revogações nas últimas semanas. Em atualização divulgada em 10 de agosto, o Departamento de Estado havia informado que mais de 175 mil vistos tinham sido revogados desde o início do atual mandato, em janeiro de 2025.
Ao anunciar o novo total na rede social X, o porta-voz do Departamento de Estado, Tommy Pigott, afirmou que a administração "revogou mais vistos, e em um ritmo mais acelerado, do que qualquer outro governo na história". Segundo Pigott, o governo adota "tolerância zero" com estrangeiros que, portando visto, infringem a lei, cometem fraude ou ameaçam a segurança nacional dos Estados Unidos.
Críticas de defensores de direitos humanos
Trump afirma que a ofensiva contra a imigração e a campanha de deportações têm como objetivo melhorar a segurança interna do país. Defensores dos direitos humanos sustentam que as medidas violam o devido processo legal e a liberdade de expressão e criaram um ambiente inseguro, sobretudo para minorias étnicas, que manifestam preocupação com a discriminação racial.
Entre as revogações mais criticadas por essas entidades estão as de manifestantes estrangeiros pró-Palestina, que protestavam contra os ataques de Israel à Faixa de Gaza, e as de estrangeiros por comentários publicados nas redes sociais sobre o assassinato do comentarista conservador Charlie Kirk, aliado de Trump.
Além das tentativas de deportar manifestantes estrangeiros, o governo reforçou a triagem das redes sociais de imigrantes e de solicitantes de visto. Os críticos também afirmam que a administração invoca razões de segurança nacional para atingir opositores e usa casos isolados de fraude para mirar comunidades de imigrantes de forma ampla, como a comunidade somali-americana em Minnesota.
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